A visão depois dos 40

Oftalmologista alerta para possíveis problemas de visão depois dos 40 anos de idade.

Você é aquela pessoa que sempre enxergou bem, tem quarenta e poucos anos, e aos poucos ou de repente, sua visão para perto piorou e você começou a esticar os braços? Ou já usava óculos e percebeu que na leitura ou no computador sua visão embaçou? Pois isso é absolutamente natural.

Alexandre Ferreira Daniotti, oftalmologista
Alexandre Ferreira Daniotti, oftalmologista

Nosso olho funciona como uma máquina fotográfica. Quando apertamos o botão das máquinas modernas, automaticamente, vemos no visor o ajuste perfeito da imagem. É o ajuste do foco. Nossos olhos possuem lentes naturais e músculos capazes de promover o foco da imagem em milésimos. Este processo é chamado “acomodação”. Ao redor dos 40 anos começamos a perder gradual e naturalmente nosso potencial de acomodação, portanto a visão para perto começa a piorar.

Mas porque a visão para longe se mantém estável? Porque para a visão de longe, a musculatura do olho e o cristalino (nossa lente natural), estão na posição de repouso. Ao focar os objetos próximos, a musculatura interna do olho se contrai, o cristalino muda de forma e focamos corretamente.

Ao perdermos esta capacidade, popularmente, ficaremos com a vista cansada, na oftalmologia conhecida como presbiopia.

O Ofltalmologista de Joaçaba, Alexandre Ferreira Daniotti, que atende uma vez por semana em Campos Novos, por meio da Associação de Municípios do Planalto Sul de Santa Catarina – Amplasc, alertou para a presbiopia, entre outros problemas que podem surgir a partir dos 40 anos de idade. “Presbiopia ou vista cansada é um problema de visão para perto, inevitável após os 40 anos de idade, onde o indivíduo tem dificuldade para ver imagens próximas e vai precisar de óculos para enxergar de perto (menos de 45 cm)”, reforçou Daniotti.

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Catarata

Catarata

Alerta também para a catarata. Segundo o oftalmologista, a catarata é uma doença que diminui a visão ao tornar opaca e esbranquiçada a menina dos olhos (pupila), deixando o cristalino (lente transparente que fica atrás da pupila), com uma coloração leitosa. É comum acontecer acima dos 60 anos de idade, mas pode ocorrer antes.

A maioria delas estaciona num ponto em que a cirurgia não se faz necessária. O uso de colírio não ajuda na cura da catarata. Antes dos 60 anos uma pessoa pode ter catarata por várias causas: diabetes, glaucoma ou trauma na cabeça.

Glaucoma

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Aumento da pupíila um dos primeiros sintomas de Glaucoma

Conforme informações repassadas por Alexandre Danoitti, a glaucoma é uma doença causada pelo aumento da pressão dentro do olho. Atinge principalmente pessoas com idade acima de 40 anos. “O desenvolvimento desta doença é silencioso, a pessoa não percebe que está com glaucoma porque não sente. Quando percebe alguma coisa, em geral visão diminuída ou dor ocular, a doença já está avançada. Quando o glaucoma é descoberto logo, há tratamentos eficientes. Às vezes, só o uso correto de colírios recomendados pelo oftalmologista é capaz de controlar a doença, impedindo, dessa forma, uma evolução para a cegueira. O diagnóstico é feito através da medição da pressão do olho. Os exames de campo visual e fundo de olho ajudam no diagnóstico e controle da evolução da doença. Existe uma outra forma de glaucoma, que atinge crianças recém-nascidas – o Glaucoma Congênito. A criança tem lacrimejamento, horror à claridade e os olhos começam a crescer. O tratamento deve ser precoce, nos primeiros meses de vida. A cura é conseguida através de cirurgia”, informou.

Cegueira causada pela diabetes

Considerada uma das doenças que mais cresce na atualidade, a diabetes é causada pelo aumento do açúcar no sangue e pode afetar várias partes do organismo, entre elas os olhos, que podem ser atingidos de várias maneiras, todas podendo causar cegueira: formação de catarata, hemorragias de fundo de olho e descolamento de retina.

“Essas e outras alterações podem ser evitadas ou diminuídas com o controle da doença pelo médico clínico e pelo oftalmologista”, concluiu Alexandre Daniotti.

*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1437 de 17 de Julho de 2016.

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