Semana Mundial de Aleitamento Materno 2016 traz como tema “Amamentação: uma chave para o desenvolvimento sustentável”. Em Campos Novos tema será lembrado com Mamaço na Praça.
Para a Semana Mundial de Aleitamento Materno 2016, lembrada de 1º a 7 de agosto, a WABA foca a amamentação como uma chave para o desenvolvimento sustentável. Propõem que as relações entre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS, o aleitamento materno e a Estratégia Global para Alimentação de Lactentes e Criança de Primeira Infância, sejam realçadas.
Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável foram construídos sobre as bases estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – ODM e aprovados na Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em 2015. Os objetivos mesclam as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental.

A coordenadora das Estratégias de Saúde da Família – E.S.Fs de Campos Novos, enfermeira Mayara da Silva Antunes Serena, destaca que o aleitamento materno se encaixa perfeitamente nos objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
“Essa questão do leite materno como um presente saudável e um futuro sustentável, está entre os objetivos do desenvolvimento sustentável e há uma relação direta entre um tema e outro. Um dos objetivos é o enfrentamento à pobreza, qual é o custo do leite materno? Nenhum! Quem precisa comprar o leite sabe quanto custa uma lata e hoje até uma caixa de leite está num custo absurdo. Então nesta questão de enfrentar a pobreza, o leite materno não tem nenhum custo. Acaba com a fome, a mesma coisa, porque se incentiva a amamentação exclusiva até o sexto mês, em que a criança não precisa de nenhum outro tipo de alimento, nem chá, nem água. O leite materno é completo até o sexto mês”, enfatizou a enfermeira.
Benefícios do aleitamento materno e o fim do preconceito de amamentar em locais públicos
O aleitamento materno exclusivo até os seis meses, com a complementação da amamentação por dois anos ou mais, fornece nutrientes de alta qualidade e adequada energia que pode prevenir a fome, a desnutrição e a obesidade. O aleitamento materno também significa segurança alimentar infantil. A amamentação melhora significativamente a saúde, o desenvolvimento e a sobrevivência de bebês e crianças.Também contribui para melhorar a curto ou a longo prazo, a saúde e o bem estar das mulheres que amamentam.
O aleitamento materno e a complementação de forma adequada também são fundamentais para o aprendizado, contribuindo significativamente para o desenvolvimento mental e cognitivo.
A amamentação é um direito único das mulheres e elas devem ser apoiadas pela sociedade para amamentar de forma otimizada. As mulheres que amamentam e são apoiadas por seus chefes, são mais produtivas e leais ao emprego. A proteção a maternidade e outras políticas favoráveis no local de trabalho, tornam mais possível para a mulher conciliar a amamentação com o trabalho e emprego. Empregos dignos devem atender às necessidades das mulheres que amamentam, especialmente aquelas em situações precárias.
O aleitamento materno precisa ser protegido, promovido e apoiado entre todos. Na agitação das cidades, as mulheres que amamentam e seus bebês precisam sentir seguros e bem vindos em todos os locais públicos. Mayara da Silva Serena ressalta que há de se diferenciar o ato de amamentar da sexualidade.
“Na verdade é vinculada esta questão da figura feminina à sexualidade e a mulher a partir do momento que ela é mãe, deve se separar o ato de amamentar. Ainda existem muitas mulheres que cobrem o rosto do filho na hora de amamentar, ninguém cobre o rosto para se alimentar e muito menos se come no banheiro. E há ainda pessoas que criticam o ato de amamentar em público. A gente quer que o ato de amamentar seja desprovido do preconceito e se incentive a amamentação de livre demanda, a hora que o bebê necessitar, ele vai solicitar o seu alimento, que é o leite materno. Então que não se tenha vergonha, nem regras para se amamentar”, incentivou a enfermeira.
Mamaço na praça
As Estratégias de Saúde da Família estão programando para o sábado, 13 de agosto, Dia D no comércio, um Mamaço na Praça, a fim de incentivar a amamentação como um ato de amor. “Dia 13 então vamos realizar um Mamaço na Praça, o evento surgiu como uma sugestão de algumas colegas. Nas Estratégias de Saúde da Família, se incentiva a amamentação durante todo o pré-natal, com todas as orientações necessárias às mães. A gente realiza também alguns momentos com o Grupo de Gestantes, onde um dos principais temas é a amamentação. E durante este mês algumas estratégias vão realizar nas unidades atividades de orientação. A proposta é incentivar a amamentação até os dois anos de idade, porque amamentar é um ato de amor, uma ligação de proteção e confiança entre as mães e seus bebês”, concluiu Mayara.
Mamães e bebês precisam sentir-se seguros e bem vindos em todos os locais públicos. Amamentar não é exposição, nem ofensa. É amor, proteção e sustentabilidade.
Apoie esta causa.
*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1440 de 04 de Agosto de 2016.






