Com toda a polêmica no processo seletivo para contratação de professores, Secretária de Educação de Campos Novos, Juvilde Padilha reforça necessidade de adequação do plano de cargos e salários para realização de concurso.

Na terça-feira, 14 de fevereiro, a Amplasc divulgou a listagem de candidatos classificados no processo seletivo para contratação de professores na rede municipal de ensino de Campos Novos. O processo foi polêmico, com profissionais questionando a forma de elaboração da prova. Durante a segunda-feira, 13, a Secretária de Educação Juvilde Padilha concedeu entrevista aos veículos de comunicação do município.
Juvilde explicou, entre outras coisas, que o processo foi elaborado com base na prova e não por qualificações dos profissionais, ou seja, se classificou melhor, quem foi mais eficiente na avaliação.
Questionada sobre a falta de professores em escolas de ensino fundamental e do porque não atrasar o início das aulas, assim como aconteceu nas unidades de educação infantil, que abrem na próxima segunda-feira, 20, Juvilde afirmou que o calendário obrigatório de 200 dias/aula está apertado e que os professores obrigatoriamente participarão nas férias de julho, de capacitações e por isso, houve a necessidade de iniciar as aulas no dia 13, mesmo com a deficiência de professores em algumas unidades educacionais.
Além disso, a rede municipal ainda não conta com merenda escolar completa para os alunos. “O processo de licitação também saiu de uma forma meio apertada em termos de cronograma e nós ainda estamos com esse probleminha que ainda não está sendo liberada merenda para as unidades escolares. O que foi levado para as escolas foi um pouco de merenda que ficou da gestão anterior que estava em perfeito estado de utilização. Isso é o que as escolas têm, mas não é uma merenda, vamos dizer assim, a vontade, na quantidade necessária e de toda aquela qualidade que nós esperamos distribuir durante nosso processo nas escolas”, afirmou a secretária.
Com um processo de transição de governo realizado, a secretária acompanhou a mudança de gestores no município e foi questionada também do porque não ter sido lançado o edital de processo seletivo ainda em 2016. Juvilde afirmou que não pode responder o porquê, mas que o antigo prefeito havia sido procurado para lançar esse edital. “Por várias vezes ele foi procurado para lançar esse edital. E nós nos preocupamos muito porque ficamos pressionados por um tempo, sim, mas o mais prejudicado foi a própria população, os profissionais de educação, foram as nossas escolas que agora estamos iniciando o ano letivo com deficiência de profissionais dentro das escolas, mas por outro lado temos que cumprir a legislação. Estamos iniciando o ano letivo com deficiência de professores sim, mas vamos a partir deste edital suprir todas as vagas até porque temos obrigação de fazer isso”, explicou Juvilde.
Juvilde lembrou que caso os professores aprovados no processo seletivo, com nota mínima de 5, não supram as vagas existentes, a administração fará um edital de chamada pública com profissionais sendo escolhidos por sua qualificação e títulos.
A secretária afirmou ainda que nestes primeiros dias de pasta, levantamentos estão sendo realizados, mas que há uma necessidade de se realizar concurso público para professores, porém, é preciso antes, rever e adequar o plano de cargos e salários.
“No nosso processo de gestão, cumprindo até o que o prefeito Alexandre e vice Marco, tinham no seu plano de governo, de nós lançarmos no segundo semestre o concurso propriamente dito, até para suprirmos principalmente na educação infantil, o número de professores ACT’s. Para isso nós vamos ter que fazer um estudo minucioso no plano de cargos e salários. A partir disso, nós já temos algumas capacitações pré-avaliadas, com alguns institutos habilitados e para educação infantil, toda a capacitação que vai ser feita, vai ser pelo instituto positivo, que é o instituto que estamos implantando na rede municipal, o material produzido por essa instituição”, afirmou.
A prefeitura investiu ainda em janeiro de 2017, R$ 514 mil na aquisição de livros didáticos para alunos e professores, com acesso a ambiente digital para formação dos professores, além de sistema de gestão das informações educacionais, da Editora Positivo. A licitação foi realizada na forma de inexigibilidade, ou seja, direta.
*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1466 de 16 de Fevereiro de 2017.


