Órgão tem representação de Sindicatos, Câmaras de Vereadores, Imprensa e OAB.
Foi criado em reunião realizada em Campos Novos na noite de quarta-feira, 22 de fevereiro, o Comitê Regional contra a Reforma da Previdência para a região da Associação dos Municípios do Planalto Sul de Santa Catarina.
O órgão reúne dois representantes de Sindicatos, Jocil Pereira do Sitripel e Neiva Scaraboto do Sinte, dois representantes das Câmaras de Vereadores, vereador Antonio Rosa de Campos Novos e Paulo Cesar Bizoto (Perdigão) de Vargem, dois representantes da imprensa, Anne Arithuza Alves da Rádio 104 FM e Eliton Vargas da Web Rádio Cidade e uma representante da OAB, advogada Taciana Flores.
Conforme o presidente do Sitripel, Jocil Pereira, a proposta do Comitê é gerar um grande debate em torno da Reforma da Previdência, sensibilizando a população para os prejuízos que serão gerados aos trabalhadores, caso a proposta seja aprovada. “A proposta agora é nós realizarmos um debate em Campos Novos, reunindo representantes das Centrais Sindicais, Federações e Confederações, deputados e chamar o povo em geral. Também vamos realizar panfletagem nas empresas e trabalhar bastante por meio das redes sociais. O objetivo é esclarecer o que prevê a reforma e que o trabalhador acorde, porque se for aprovada ficará praticamente inviável a aposentadoria. O comitê é contra a aprovação da reforma. Não podemos abaixar a cabeça e achar que está tudo certo”, declarou o sindicalista.
O Comitê também estará representado na paralisação nacional coordenada pelo SINTE, marcada para 08 de março.
Na região, a mobilização acontece na cidade de Lages. Para Jocil, o governo tenta enganar a população quando diz que a Previdência está deficitária. “O que o governo está divulgando na grande mídia, dizendo que a Previdência está dando déficit, não está acontecendo isso. O que está acontecendo é que estão desviando dinheiro da Previdência para outras pastas, o que não é justo. A Previdência pode sobreviver muito bem com a receita que tem. Há uma informação desencontrada e a nossa luta é pelo menos para manter a aposentadoria como está hoje. Ainda estamos lutando para derrubar o fator previdenciário e essa reforma que está vindo é ainda pior”, finalizou.
*Reportagem publicada no Jornal “O Celeiro”. Edição 1468 de 02 de Março de 2017.







