Projeto de reforma e humanização do setor da pediatria da Fundação Hospitalar Dr. José Athanázio, está em andamento.
A precária situação da estrutura física da Pediatria do Hospital Dr. José Athanázio por vezes motivou reportagens deste veículo de comunicação impressa, por denúncias da comunidade ou do próprio Jornal O Celeiro, a fim de levantar a situação e também de cobrar solução para melhorias do espaço.
Na administração passada, a construção de uma nova ala para a pediatria estava prevista no projeto encaminhado à Secretaria de Estado da Saúde, que teve inclusive convênio autorizado em visita do Governando Raimundo Colombo a Campos Novos, em janeiro de 2015. Desde então, ficou-se no aguardo da aprovação do projeto e liberação dos recursos, o que não aconteceu.
O atual administrador geral da Fundação Hospitalar Dr. José Athanázio, Canisio Isidiro Winkelmann, afirma que o Projeto de Reforma e Humanização do Setor da Pediatria, surgiu a princípio de uma indignação. “Esse projeto pra nós foi a partir de uma indignação, quando nós fizemos uma visita rápida no dia 28 de dezembro, chamada de visita de transição. Quando entramos no setor de pediatria com a administração anterior, foi nos repassado que neste setor nós não podemos fazer nada, sob pena e risco de perder os recursos do projeto já em tramitação, aprovado. Num primeiro instante até nos inteirarmos de tudo isso, ficamos indignados e o questionamento era por quanto tempo ainda iríamos ficar com esta situação, para um recurso que não tínhamos segurança se estava aprovado e liberado e se o projeto era sólido e consistente”, afirmou o diretor.
Conforme Canisio, sem previsão de orçamento e sem a aprovação do projeto, se buscou uma alternativa para revitalização do Setor da Pediatria, visando proporcionar um ambiente mais humanizado. Com auxílio da arquiteta da prefeitura, o projeto foi elaborado para pintura com motivos lúdicos.
Na justificativa do projeto, a administração hospitalar afirma que ambientes hospitalares especificamente preparados para receber crianças, podem minimizar a percepção de sofrimento. Pensando nisso a Fundação Hospitalar Dr. José Athanázio propôs humanizar o ambiente pediátrico a fim de minimizar os sofrimentos proporcionados pela internação/doença e pelos demais eventos típicos da experiência de uma internação. Para isto, foram buscadas parcerias com o apoio da população para promover a reforma descrita no projeto, centrado nesta primeira fase em conceitos de cromoterapia, que consiste na utilização das cores para auxiliar na cura de doenças e restaurar o equilíbrio físico e emocional da criança.
Unindo esforços, com a participação de empresa e pessoas físicas, a reforma está sendo viabilizada. “A ideia foi de juntar esforços e foram procuradas empresas que atenderam o desafio e a resposta também foi muito positiva de pessoas físicas da sociedade, a exemplo de profissionais médicos que contribuíram e temos várias outras pessoas a espera a fim de colaborar no que for necessário. Nós fizemos um orçamento inicial de tintas e massas e chegamos a uma margem de R$ 3.500,00, entre itens próprios que a gente tinha, mão de obra do próprio hospital e ao mesmo tempo temos o Clube de Mães que fará a finalização com motivos lúdicos”, relatou Canisio.
O diretor deixa claro que a reforma acontece num momento em que está sendo projetada a nova ala do hospital. “Claro que sabendo que neste ambiente está sendo projetada a nova unidade do hospital, pensamos que isso será temporário, mas nosso entendimento é que nós não podíamos esperar mais nenhum dia com a situação atual que estava, tínhamos um total inconformismo com o abandono que a gente recebeu a pediatria”.
Canisio explica que até o momento foi aprovado apenas o zoneamento para a nova unidade que está sendo projetada, com previsão de 8 andares, cada espaço com cerca de 700 metros quadrados, contemplando centro cirúrgico, centro obstétrico, central de materiais novos, UTI, unidades de internamentos, entre outros serviços. A construção da nova unidade está sendo projetada no setor onde hoje está instalada a pediatria.
*Editorial publicado no “Jornal O Celeiro”, Edição 1493 de 24 de agosto de 2017.










