
Da ajuda na sonorização à organização geral, Sidney Carvalho de Almeida é um dos colaboradores fiéis da Romaria de Nossa Senhora Aparecida.
Com megafone portátil num trajeto de chão batido da Igreja Matriz ao Santuário, com animação do Padre João Granzotto, aconteceu a sonorização da primeira manifestação de fé e devoção a Nossa Senhora Aparecida em Campos Novos, em 1978. No Santuário, uma corneta foi utilizada.
Acompanhando a primeira romaria como romeiro, Sidney Carvalho de Almeida se prontificou a auxiliar na sonorização no ano seguinte e desde então, como ele próprio nos testemunhou: “Até ontem eu auxilio na sonorização da romaria de Nossa Senhora Aparecida em Campos Novos. Comecei a fazer a sonorização na segunda romaria com meu conjunto e a partir dali em todas as romarias eu sou um colaborador. Chegou um momento, entre os anos de 82 e 84, que eu trabalhava com menores de rua, nos projetos Fucabem e Cebem, convênios entre o estado e o município e nós construímos com os meninos as caixas de som para sonorização da romaria, que ainda existem algumas na paróquia. Era bem arborizado ao redor do Santuário e nós pendurávamos as caixas nas árvores e do palco central onde acontecia a celebração, se comandava toda a animação religiosa. Depois passamos a contratar som para esta sonorização, mas sempre estive junto, à frente ao longo destes 40 anos”.
Sidney recorda que no decorrer das romarias a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi transportada em trio elétrico e caminhonetas, passando depois a ser conduzida pelo caminhão do Corpo de Bombeiros.
“Nossa Senhora quis acontecer aqui”

As limitações de espaço e estrutura não impediram e não impedem as manifestações de fé e devoção a nossa Senhora Aparecida por milhares de romeiros em Campos Novos. Para Sidney Carvalho de Almeida, também devoto da Virgem Maria, Nossa Senhora escolheu acontecer aqui.
“Nós temos muitas limitações de espaço no Santuário, limitações que são quase intransponíveis, porque não há muito o que se expandir lá. Mas Nossa Senhora quis acontecer ali, porque na verdade o terreno da primeira capela estava localizado onde está hoje a Escola Santa Julia. Na hora de construir a capela, nos contava o saudoso Padre Aquiles, ele levou em consideração a distância das casas do chamado campo da aviação e foi trocado o terreno com a prefeitura e construída a capela de madeira na área onde é hoje o Santuário no inicio dos anos 70. Contava Padre Aquiles também, que essa capela era para ser dedicada a Santa Catarina e por algum motivo na hora da inauguração, não se tinha a imagem da padroeira do estado. Um pouco antes da celebração uma senhora ergue a mão e diz: eu tenho uma imagem em casa. E ela trouxe a imagem, que era de Nossa Senhora Aparecida. Então Nossa Senhora quis acontecer ali. São fatos que fazem parte da história que tivemos a oportunidade de acompanhar”, relatou Sidney.
O colaborador também cita que a construção do Santuário, sua ampliação e agora o projeto do Centro de Evangelização estão sendo edificados a muitas mãos e corações. “Muitas mãos e muitos corações e por isso nós pedimos a Nossa Senhora que recompense e gratifique. São tantas pessoas que estão colaborando e outras várias que já se foram. Voluntários que contribuíram para a grandiosidade deste evento que já foi declarado estadual ainda na época do Padre Armando”.
Um evento que foi construído pela força local. Divulgado na época por meio da Paróquia São João Batista e pela Rádio Cultura AM, o crescimento impressiona a cada ano. “Por várias vezes, várias autoridades do estado de uma maneira especial autoridades militares que tem esta prática de dimensionar o público, estimaram uma verdadeira multidão em Campos Novos, triplicando a nossa população. Essas pessoas não vem por causa do celebrador, do camelô, dos atrativos ou da comida, elas vem movidas pela fé, pela devoção a Nossa Senhora, que aqui se apresenta com o rosto de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, com esse olhar de socorro às pessoas, especialmente as mais necessitadas”, testemunhou ainda Sidney Carvalho de Almeida.
No decorrer desta trajetória de colaborador, muito se viu das graças e bênçãos de Nossa Senhora Aparecida. “Tantas e tantas graças foram testemunhadas. A gente até presenciou e nos chama atenção de uma avó que estava lá rezando com sua netinha que sofreu uma doença aos dois anos de idade e ficou muda até os 7 anos e pouco. As duas estavam no Santuário rezando, quando a neta pega sua avó pela mão e a conduz até a fonte de água que foi abençoada pelo saudoso Padre Armando de Costa e quando a menina bebe desta água ela diz: toma um pouco vó”.
*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1498 de 28 de Setembro de 2017.


