Escola Itinerante Estudando e Plantando desenvolve projeto pioneiro na Rede Municipal de Ensino, voltado à produção artesanal do próprio material de limpeza.
Nos dias atuais não há quem sobreviva sem os produtos de limpeza. E variedade é o que não falta no mercado. Na Escola Itinerante Estudando e Plantando de Campos Novos, porém, uma alternativa está sendo buscada, visando não só a economia aos cofres da unidade de ensino e ao município, como também uma forma de reaproveitar alguns produtos caseiros, como o óleo de cozinha, contribuindo ainda com a preservação do meio ambiente.
Professores e funcionários da Escola Itinerante estão investindo desde o início do ano na fabricação dos próprios produtos de limpeza. Conforme a diretora da unidade de ensino, Josiane Marin, a fabricação dos produtos é uma das atividades contempladas dentro de um projeto maior de reciclagem desenvolvido pela escola. “Nós elaboramos um projeto de reciclagem da escola. Estamos arrecadando junto aos alunos, professores e colaboradores tudo que pode ser reciclado. Os produtos de material de limpeza nós utilizamos para engarrafar os nossos que produzimos na escola e os demais que estamos reciclando vendemos e arrecadamos recursos para manter o projeto. Com a produção do nosso próprio material de limpeza, a Secretaria de Educação só nos fornece papel higiênico, saco de lixo e papel toalha”, informou a diretora.
A Escola está produzindo sabão líquido multiuso, pasta de bicarbonato de sódio, desinfetantes de eucalipto e limão, detergente, sabão em pedra e aromatizante. “Com isso incentivamos e ensinamos o pessoal do campo a produzir o seu próprio material de limpeza, utilizando produtos de fácil acesso. Enviamos as receitas pelos alunos para que os pais possam produzir. Na escola somente a direção e professores manipulam os produtos para a produção do material de limpeza”, destacou Josiane. A pasta de bicarbonato de sódio, por exemplo, é produzida com um sabão em barra ralado dissolvido em meio litro de água fervente e batido na batedeira até virar um mouse, em seguida acrescenta-se 1 xícara de sapólio em pó, uma colher cheia de bicarbonato de sódio , 1 colher de açúcar cristal e 3 colheres de vinagre.
Os produtos artesanais de limpeza são utilizados somente no âmbito da escola, disse ainda Josiane Marin. A diretora ressaltou também que o lixo orgânico é utilizado em compostagem na horta da unidade, desenvolvida e mantida por professores, alunos e funcionários, já que a unidade itinerante participa novamente neste ano do Projeto Escola no Campo aplicado pela Cooperativa Agropecuária Camponvoense (Coocam), em parceria com a Syngenta. Também há projeto para revitalização do jardim.
A Escola Itinerante Estudando e Plantando funciona em parte do prédio do Antigo Seminário, no acesso à saída do município e atende em período integral.
Os estudantes frequentam a unidade na cidade três vezes na semana (segundas, quartas e sextas-feiras) e outras duas vezes (terças e quintas-feiras) no Núcleo São José.
*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1522 de 29 de março de 2018.




