Ciclos que se encerram, ciclos que se iniciam

Neste período do ano é comum a realização de confraternizações, formaturas e despedidas, nessas ocasiões vislumbramos os momentos vividos e chegamos, geralmente, a duas possíveis sensações: de dever cumprido, ou de que poderia ter feito diferente. Nas pausas de fim de ano é que nos pegamos pensando em todas as conquistas e derrota, nos erros e acertos. A alegria, a frustração, e a esperança de que no próximo ano será diferente e fazem parte desse processo de autorreflexão.

Independente das sensações, o que temos certeza é que muitos ciclos se fecham, enquanto outros estão à beira de ser iniciados. Essas mudanças não se limitam a vida adulta. As crianças que colaram grau estão aptas a sair do universo baby e ingressar no ensino fundamental. Os adolescentes que saem do ensino médio, se preparam para entrar na faculdade. Os que concluem a graduação, nervosos, querem logo ser inserido no mercado de trabalho. São mudanças boas que significam progresso.

Mas nem todas as mudanças são bem aceitas, principalmente quando elas nos são dolorosas. O fim de um relacionamento, por exemplo, pode muitas vezes trazer tristeza e dor. A perda de um emprego, pode causar ansiedade, medo. A perda de privilégios, de status, desencadeia sentimentos de frustação. O ser humano está obrigatoriamente destinado a viver mudanças. Assim como as estações se renovam e mudam de tempos em tempos assim é a vida. Passamos por invernos cinzas, nos reinventamos, perdemos nossas folhas, mas logo damos flores e nos radiamos de alegrias novamente.

As mudanças, mesmo as mais difíceis e dolorosas, podem abrir portas para novos horizontes, novas descobertas e aprendizados. Elas representam evolução. Mas depende de cada um criar oportunidades que lhe permitam o crescimento. Nada de baixar a cabeça, se fazer de vítima e exagerar na autopiedade. E quando as mudanças forem positivas também não cabe a arrogância, o orgulho, o ego inflado, mesmo nos momentos de glória a humildade mental é sempre bem-vinda.

A vida é uma escola, ás vezes passamos de ano, outras vezes somos reprovados em algumas matérias. Mas somos todos eternos aprendizes, e os ciclos que se encerram podem ser importantes divisores de água que nos mostram o quão resilientes somos para lidar com todas as situações que venhamos a enfrentar nesta viagem fantástica chamada Vida!

Por: Priscila Nascimento
Jornalista

*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1558 de 06 de Dezembro de 2018.

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