Projeto idealizado pela Instituto Humaniza apresentou o diagnóstico das pessoas idosas de Campos Novos
O Instituto Humaniza, em parceria com o Conselho Municipal de Direito do Idoso de Campos Novos – SC, Universidade do Oeste Catarinense – UNOESC, e patrocínio da ENERCAN – Campos Novos Energia – SA, apresentou o relatório sobre o Diagnóstico Situacional dos Idosos de Campos Novos. Na ocasião foram apresentados indicadores Socioeconômicos e Demográficos, Sociais e de Saúde dos idosos camponovenses, além de sugestões para melhor atendimento desse público. De acordo com o IBGE a população idosa de Campos Novos é de 1650, e para chegar aos resultados foi realizada uma pesquisa qualitativa com 508 idosos residentes em bairros, região central, distritos, e zona rural. Segundo os dados apresentados, a maioria dos idosos se mostrou satisfeito com a própria saúde, mas apesar disso, quase metade deles dizem ter sentimentos de tristeza. Através deste diagnóstico é possível idealizar projetos que garantam a eles um estilo de vida mais saudável retardando o aparecimento de doenças.
A maioria dos idosos entrevistados são brancos, casados, tem ensino fundamental incompleto, ganha até um salário mínimo, mora fora do centro, em casa própria, com água encanada, esgoto, banheiro e energia elétrica. Existe um baixo índice de idosos que contratam empregada doméstica, e ou cuidador de idosos, para os auxiliarem. Em relação à saúde, a maioria não tem plano de saúde, e usa principalmente o SUS. A maioria está satisfeita com o atendimento de saúde da cidade de Campos Novos e teve consulta com médico da Unidade Básica de Saúde nos últimos 3 meses. A maioria é sedentário e dormem bem. Poucos fumantes, mas muitos ex fumantes. As doenças mais frequentes são as reumáticas, pneumonias/problemas respiratórios, hipertensão e diabetes.
A maioria fez a vacina da gripe, e o motivo mais frequente daqueles que não fizeram foi por achar que não é necessária. A maior incapacidade física é para curvar-se/agachar-se/ajoelhar-se e fazer serviço doméstico. No que se refere a visitações da ACS, apenas 16,5% afirmam ter recebido visitas nos últimos 3 meses. Nos casos daqueles que apontam insatisfação com a vida, os motivos são devidos principalmente a problemas de saúde. Comparado aos últimos 5 anos, acham que a sua saúde está igual ou pior. Visão, audição e situação da boca estão regulares. A maioria não precisa de auxílio nas atividades do dia a dia, e aqueles que precisam são principalmente para compras, deslocamento, tomar remédios, arrumar a casa e cuidar do dinheiro. Grande parte afirma não sofrer violência domestica e se mostram satisfeitos com diferentes aspectos da vida. Mesmo com um diagnostico predominantemente positivo, a maioria diz desconhecer os direitos das pessoas idosas e os órgãos e serviços disponíveis para eles.
A Lei nº 8.842/1994 dispõe sobre a Política Nacional do Idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências. Por essa Lei, da Política Nacional do Idoso, definiu-se os conselhos nacional, estaduais, do Distrito Federal e municipais como “órgãos permanentes, paritários e deliberativos” (artigo 6º) e responsáveis pela “formulação, coordenação, supervisão e avaliação da política nacional do idoso. O Brasil está na lista dos dez países com maior população de pessoas idosas em termos absolutos do mundo. As projeções do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), sobre o envelhecimento populacional brasileiro para o ano de 2050, é de que a população jovem vai decrescer de 28,6% para 17,2%, haverá pequeno declínio na população adulta de 66,0% para 64,4%. Esta transição epidemiológica que ocorre mundialmente, é consequência do declínio da mortalidade, diminuição da natalidade, vacinações, saneamento básico e avanços da medicina, mas traz consigo aumento das demandas por serviços sociais e de saúde, capazes de atender a esta população mais idosa.
Ainda que a experiência do envelhecimento seja individual e afetada por fatores físicos, psicológicos e sociais, é dever das instituições promover estrutura e mecanismos que identifiquem e auxiliem o idoso neste processo, garantindo um envelhecimento saudável, por meio de políticas públicas voltadas para o alcance de um envelhecimento bem-sucedido e reconhecimento das vantagens em se investir na promoção da saúde e na redução de riscos Desta forma, pesquisas que investiguem o perfil dos idosos, suas dificuldades e expetativas tem sido incentivada em todo Brasil, e foram o objetivo principal deste estudo populacional realizado em Campos Novos, Santa Catarina.










