A vida é uma dádiva inestimável e todo ser humano tem a obrigação de zelar pela sua vida e pela vida do próximo. Porém, num mundo em que o respeito deixou de existir, alguns precisam escolher a sua vida em detrimento da vida do outro, como em casos de morte por legitima defesa. Infelizmente, o mundo chegou nesse estágio, aonde, às vezes, é preciso matar para poder viver.
As armas de fogo são objetos perigosos, e num instante pode ser usada para tirar a vida de alguém, seja intencionalmente ou sem querer, o que é mais triste ainda. Esse é um assunto que causa divergências, de um lado muitos são a favor da posse de arma de fogo, outros são totalmente contra. Alguns garantem que elas são necessárias, e que servem como medida de proteção, caso alguma situação inesperada aconteça. No entanto, será que as pessoas concordariam que o melhor seria que elas nem precisassem existir?
O mundo seria um lugar melhor e mais seguro se a humanidade não precisasse de qualquer tipo de arma. Mas para alcançar a paz, a humanidade faz guerra, e com isso muitas vidas são ceifadas, sejam elas inocentes ou não. E são as vidas inocentes que mais causam preocupação e comoção quando uma tragédia acontece.
No jornal dessa semana abordamos o desdobramento da posse de armas, que dessa vez atingiu o setor rural ampliando a posse de armas nas propriedades rurais. Sem fazer nenhum juízo de julgamento acerca da decisão, a intenção é apenas alertar as pessoas quanto aos riscos e cuidados que devem ser tomados ao possuir uma arma de fogo em casa.
Quantas vidas foram interrompidas de forma inesperada e não intencional. E quantas vidas ainda podem ser ceifadas caso não haja o devido cuidado ao lidar com algo tão perigoso. Mesmo dentro do próprio lar, é possível que uma criança tire a vida de outra criança sem querer, que um pai mate seu próprio filho sem querer, que o marido mate a esposa sem querer. São possibilidades que devem ser analisadas, no caso de quem opte por ter a posse de uma arma de fogo.
A proteção dos bens e propriedades é de grande importância, mas a vida e o bem-estar dos familiares é de valor ainda maior. Quando é a vida que está em jogo, todo cuidado é pouco!
Por:
Priscila Nascimento
Jornalista
*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1596 de 26 de Setembro de 2019.







