“Vivemos esperando dias melhores. Dias de paz, dias a mais. Dias que não deixaremos para trás.
Vivemos esperando o dia em que seremos melhores. Melhores no amor, melhores na dor. Melhores em tudo.
Vivemos esperando dias melhores para sempre”.
Este é o trecho de uma música da banda Jota Quest, lançada no ano 2000. O editorial desta semana do jornal O Celeiro iniciou com este verso porque ele retrata o desejo de todo o ser humano. Dias melhores, dias de paz.
O ser humano se apega a tudo que lhe traga esperança de uma vida melhor. O período de eleição gera nas pessoas a expectativa de mudanças, melhora, benefícios, ajuda. O eleitor deposita fé que de que o seu representante será um super herói ao trabalhar pela população. Espera-se que os problemas na área da saúde, educação, segurança, assistência social e demais áreas sejam todos solucionados. Mas passam-se os anos e as queixas e demandas só aumentam. A população se divide entre os satisfeitos e os insatisfeitos. Esse é o preço da grande expectativa gerada.
E essa tal esperança costuma fazer com que as pessoas deixem a responsabilidade e solução de todos os problemas somente nas costas dos governantes, como se eles fossem os únicos capazes de proporcionar dias melhores.
O jornal ‘O Celeiro’, é parceiro da população ao levar as informações sobre os nomes que se colocaram a disposição para vereadores e prefeitos. Cumprimos nosso papel com ética e imparcialidade. Entendemos que cada um é responsável por refletir e tomar sua decisão com base no que acredita. Porém, também refletimos sobre o papel da sociedade como cidadãos. Dias melhores não dependem apenas dos governos políticos, eles dependem da ação integrada de todos que aqui vivem. Não adianta cruzar os braços e esperar o paraíso cair do céu. Você vive esperando dias melhores ou contribui para que dias melhores aconteçam?
Por: Priscila Nascimento, Jornalista
*Editorial publicado no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1649 de 22 de outubro de 2020.







