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Quem conta a história: Roseli Sutil de Oliveira, ‘Subtenente Oliveira’

Subtenente Oliveira fala sobre os 37 anos dedicados a Policia Militar em Campos Novos

O membro mais experiente da equipe da 3° Companhia de Polícia Militar do município relata a evolução que presenciou ao longo dos anos.

Entre tantos pilares importantes para o desenvolvimento de uma cidade, a segurança pública é com certeza um dos essenciais. Os órgãos de polícia são um dos responsáveis por zelar pela segurança e integridade dos cidadãos. Campos Novos tem sido bem assistido neste sentido. O subtenente Roseli Sutil de Oliveira, o mais experiente membro da Companhia da Policia Militar em Campos Novos, relata sua história e a do órgão que contribuiu significativamente para o bem estar e segurança de todos os camponovenses. Em crescimento simultâneo, tanto o município, quanto a Polícia Militar mostram os resultados de seu desenvolvimento.

Nascido na comunidade do Marundin, quando ainda fazia parte de Campos Novos, Oliveira era acostumado a trabalhar desde pequeno, sendo hábil como carpinteiro e nessa profissão ele atuou por alguns anos, mas seu sonho era ser militar. Aos vinte anos ele fez concurso para ingressar na Polícia Militar de Santa Catarina, e desde que foi aprovado ele fez sua carreira como policial em Campos Novos, onde está há 37 anos, e durante este longo tempo ele guarda muitas lembranças, desde que a Companhia ainda era um destacamento. Ele presenciou muitas mudanças, resultado dos avanços tecnológicos e do crescimento do município. Durante este período, o subtenente só se ausentou do município para participar de cursos de formação.

Quem ingressa na Policia Militar hoje em dia se depara com um sistema completamente diferente do que foi há anos. Atualmente até os armamentos e a estrutura física são modernas. O subtenente relembra que além de uma equipe pequena, as rondas eram feitas nos fusquinhas, utilizados como viatura. Além disso, naquele tempo os policiais não utilizavam coletes à prova de bala. “Precisávamos de muita coragem para exercer essa profissão. Era comum as pessoas do interior andarem armadas. Aconteciam muitas invasões de terra. Também ocorriam muitos furtos. O que não tinha tanto era o tráfico de drogas e pessoas viciadas como vemos hoje”, compara. O policial não percebe muita diferença no número de ocorrências, para ele o que realmente mudou foi a o fato de hoje existir um sistema que permite a contabilização deles. “O número de ocorrências aumentou significativamente não porque antes não tinha ocorrência, mas porque aquele tempo muitos atos não eram registrados. Mas elas sempre existiram”, afirma.

Conforme o tempo passava, o órgão também foi evoluindo, tornando-se mais autônomo. “Quando eu comecei na Polícia Militar nós éramos apenas um destacamento que funcionava numa casa de madeira, não tínhamos nem telefone fixo, havia apenas o 190. Depois nos mudamos para um espaço que foi cedido pelo estado, e nessa época o destacamento tornara-se um Pelotão de Polícia. A equipe se mudou mais uma vez, até que a Administração Municipal cedeu o terreno atual e foi construída a sede própria da PM. Nos mudamos para esta sede em novembro de 2011, dois anos depois de se tornar uma Companhia de Polícia. Como tal temos mais autonomia e somos liderados por um capitão”, explicou. A conquista de ter um telefone aconteceu depois da visita de um comandante a Campos Novos para participar de uma ocorrência que ficou indignado ao saber que o município não tinha um meio de comunicação.

Casado e pai de dois filhos, o subtenente Oliveira, diz que sempre contou com o apoio da esposa que o ajudou em todas suas conquistas. Ele não só presenciou as mudanças, como também evoluiu neste tempo. “Eu trabalhei como soldado até 1984, nessa época ainda não tinha o ensino médio. Conclui o ensino médio para poder prestar concurso para sargento em 1989 e passei. Em março de 1990 eu ingressei no curso de sargento em Florianópolis, voltando depois de um ano e meio para Campos Novos. Em 2002 eu fui promovido a 2° Sargento, em 2008 eu fui promovido a 1° Sargento e em 2012 fui promovido a subtenente, fui para a reserva, mas voltei e estou até hoje trabalhando. Eu sabia que eu queria ser militar, mas nunca imaginei que eu faria esta escalada na carreira”, declara emocionado. O subtenente também participou de alguns conselhos municipais como o Comad e o Comen. “Eu fui presidente do Comen (Conselho de Entorpecente), a partir daí nós ajudamos a fundar o Comad. Em 2003 eu assumi a presidência do Conselho Municipal de Trânsito que ajudou a desenvolver o trânsito de Campos Novos, antes as ruas não tinham placa de sinalização”, completa.

O desenvolvimento que a região, o município e a Polícia Militar apresentaram foram significativos para cada cidadão que aqui reside. Porém, o subtenente reconhece que alguns problemas também foram surgindo. “As mudanças vêm para o bem e vem para o mal. Muitas coisas começam a acontecer, surgiu o tráfico de drogas. Os mais novos são atraídos, principalmente porque acham que é um meio de ganhar dinheiro fácil. Hoje há muitos usuários de drogas, isso leva a ocorrências de furtos, violência”, lamenta. Para Oliveira este é um processo natural no qual a Policia Militar tem atuado de forma ativa, e como membro da entidade, ele se orgulha de ter participado desta história. “Nós acompanhamos, participamos do crescimento e evoluímos juntos. São 37 anos de farda, sem problemas e uma ficha limpa. Tenho muito orgulho de fazer parte desta família, é a minha segunda casa. Eu amo este trabalho. Estamos sempre à disposição do município. Que continuemos a crescer juntos para trazer desenvolvimento para nossa região”, finalizou.

*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1687 de 29 de julho de 2021.

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