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Poder SC – 062 – Congestionados

Congestionados

Na última semana o Congresso Nacional aprovou e o presidente da República Jair Bolsonaro deve sancionar uma reposição de recursos orçamentários às obras de infraestrutura de Santa Catarina. Em especial, beneficiam as BRs 470, 280, e 163. O recurso, de R$ 126,5 milhões, é quase igual aos R$ 136,5 milhões cortados no início do ano. Em primeira análise, é fácil comemorar o retorno dos recursos e considerar uma vitória do Estado. Por outro lado, foram meses esperando com as obras andando a passos lentos. Vejam só: os últimos meses foram de pouca chuva no Estado, o que poderia fazer avançar a velocidade de uma obra ao ar livre. Mas falta recurso. Agora, um novo repasse será feito, mas chegará apenas em meados de outubro – dinheiro que é do orçamento de 2021 e que certamente terá dificuldade de ser aplicado todo esse ano.  Em outra frente, o montante de R$ 465 milhões que sairá dos cofres estaduais para BRs ainda está na fase inicial (era para ter início em junho). Enquanto os governos se preocupam com as obras das BRs em andamento, outras rodovias esperam para entrar na fila por um pouco de atenção.

Quando iniciou a gestão de Bolsonaro, o foco era finalizar as obras em andamento antes de iniciar novas frentes de trabalho. Após mais de dois anos e meio, nenhuma delas foi finalizada, mas a demanda segue crescente.

Portas abertas

“Acredito que o governador Moisés tem espaço em todos os partidos que o apoiam na Assembleia”. Do secretário da Agricultura e deputado estadual Altair Silva (Progressistas), que deve concorrer à reeleição em 22. Segundo ele o PP está de portas abertas para o governador e o diálogo está aberto para isso.  Inclusive é uma demanda que parte dos próprios prefeitos da sigla. Na Casa d`Agronômica, o discurso oficial é de que o governador está focado na gestão e não fala sobre questões partidárias. Mas vai, aos poucos, preparando terreno para a reeleição.

A fusão do Democratas e do PSL une o útil ao agradável: as verbas vultosas de fundos eleitoral e partidário do PSL com um partido de verdade que é o DEM. O União Brasil, nome do novo partido, seria o maior da Câmara, mas essa conta só será justa quando os bolsonaristas de carteirinha deixarem o PSL para seguir o presidente.

EDIÇÃO: 062
Jornalista Responsável: Murici Balbinot - Contato: jornalismo@adjorisc.com.br
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