Lea Dallanora fala sobre carreira na odontologia
e busca constante por conhecimento
Professora e odontóloga trouxe para Campos Novos uma odontologia moderna e diferenciada.
“Eu jamais moraria nessa cidade”, afirmou Lea Dallanora sobre Campos Novos na primeira vez que veio ao município. Meses depois ela morde a língua e se muda de vez para o município. Aqui, há 36 anos, ela construiu uma história e carreira de sucesso. O que fez ela mudar de ideia? Hoje é a vez da Odontóloga Lea Maria Francheschi Dallanora falar um pouco de sua história na editoria ‘Quem Conta a História’.
O que fez Lea afirmar que jamais moraria em Campos Novos? Antes de responder a essa pergunta vamos conhecer um pouco sobre o início de sua história e sua paixão pela odontologia.
Lea nasceu em Curitibanos, e lá viveu até a adolescência, quando partiu para Curitiba, no Paraná, a fim de se preparar para o vestibular. Além de estudar, em Curitiba ela também encontrou seu grande amor, o marido Fábio Dallanora, uma relação que nasceu de uma forte amizade e só se concretizou um tempo depois.
Desde jovem ela já sabia que queria trabalhar na área da saúde e optou pela odontologia, passando no vestibular para fazer o curso em Florianópolis. Por coincidência, lá reencontrou com Fábio e em 1980 começaram a namorar. “Quando o vi pela primeira vez eu pensei: “esse é o cara””, relembra Lea.
Após a formatura, sua carreira já estava definida em Curitibanos. Seu consultório estava preparado. Além disso, ela também ganhou um grande presente de um amigo. “Tinha um senhor que era o dentista do sindicato, eu trabalhava com ele sempre que vinha de férias da faculdade. Quando eu formei e retornei para a cidade ele me entregou a chave do sindicato e disse: “a partir de agora você é a dentista aqui. Estou me aposentando”, relata.
Com tudo isso a favor, como Lea veio parar em Campos Novos? Ela relata: “Um tempo depois de formados, eu e Fábio, nos casamos. Ele optou por morar em Curitibanos, mas acabou teve dificuldades de trabalho, portanto fomos para Caçador. Depois decidimos ir embora para a Ponte Cerrada, onde ele trabalhou no hospital e eu montei meu escritório. Estávamos bem, e eu engravidei da Andressa. Mas eu fiquei muito doente e não sabiam qual era a minha doença. A medicina não era tão avançada como é hoje, e o acesso aos exames eram mais difíceis. Daí descobrimos que Campos Novos tinha um laboratório no hospital e o Fábio foi convidado para trabalhar no local”, explica, abrindo um parêntese: “No dia 8 de janeiro desse mesmo ano, eu fui madrinha de casamento de uma prima em Campos Novos. O dia que nós entramos na JK chovia muito e tinha muito barro. Foi horrível. Eu disse: “Jamais moraria nessa cidade”. Em março do mesmo ano eu estava morando aqui”, relembra aos risos.
Em Campos Novos, Léa construiu uma trajetória de sucesso. O início foi difícil, não havia nem mesmo lugar para morarem, mas aos poucos tudo foi se ajeitando. Após muito sofrimento, enfim, Lea descobriu que tinha Pedra na Vesícula, então, decidiu passar um tempo em Curitibanos até dar à luz e fazer a cirurgia. “O nascimento da Andressa foi um milagre, porque eu estava muito doente e ela nasceu muito magrinha. Depois de três meses voltei para Campos Novos. Passado algum tempo, comecei a trabalhar no consultório que havia montado e trazia a Andressa comigo num bercinho e a colocava nos pés da cadeira”, diz. Após cerca de três anos, ela engravidou de seu segundo filho, o Mateus.
Consolidados em Campos Novos, dra. Lea, com seu instinto empreendedor, investiu em seu espaço e em muito estudo, pois ela acredita que o desenvolvimento só se dá através de educação e muito conhecimento. Mesmo com os filhos pequenos, ela e o esposo se revezavam para buscar especializações que fizeram total diferença em suas carreiras. Sua primeira especialização foi em odontopediatria. Estudar sempre foi uma prioridade para ela, entre especializações e mestrado, ela se tornou uma das dentistas mais renomadas do município. “Nesses 38 anos de profissão nós nunca deixamos de estudar. Eu tenho cerca de sete especializações. Eu tenho de ter no meu consultório o que há de mais moderno. Se eu parasse no tempo já teria sido engolida pela modernidade”, afirma.
Com o avanço das técnicas e novos conhecimentos, a odontologia se transformou, e a dra. Lea foi uma das responsáveis por trazer novas tendências para Campos Novos. “Aquela época a odontologia que eu fazia não é a mesma de agora. Hoje escaneamos um dente e recebemos o resultado na hora. Antes levávamos uns dois meses para receber o resultado. Era uma odontologia mais curativa porque as crianças tinham muita cárie, hoje não é assim. Somos muito avançados nesta área”, diz. O trabalho da Clínica Odontológica Dallanora ajudou a elevar o nome do município na região. Com grande bagagem profissional, hoje, Lea é coordenadora do curso de odontologia da Unoesc de Joaçaba”, afirma.
Há 38 como dentista e 20 anos como professora, Lea não cansa de estudar. Atualmente está se especializando em Auricoloterapia, e tem como objetivo trazer cada vez mais novidades para Campos Novos, cidade que ama e que diz ser merecedora do que há de melhor. Feliz e grata, ela reforça qual sua maior conquista durante em todo esse tempo. “Eu conquistei muitas coisas materiais, mas minha maior conquista é ter minha família unida, ver meus filhos bem encaminhados”, finaliza.
*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1701 de 04 de novembro de 2021.


