Esse ano de 2021 foi desafiador para todo brasileiro devido as altas nos preços de serviços e produtos. No início de 2022 a população terá mais um aumento: dessa vez na conta de água. O diretor do Samae, Alexandre Kunen, confirmou o reajuste de 11,08% a partir de janeiro.
O aumento é devido ao reajuste da inflação acumulada de novembro de 2020 a outubro de 2021. Desde 2009 o reajuste ocorre pela inflação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). “Esse reajuste acontece todo ano, nós temos que repor a inflação. Vemos isso nos postos, na energia elétrica. Frisamos que esta não é a nossa vontade, temos a Agência Reguladora, o Consórcio Intermunicipal de Saneamento (Cisam), que regulamenta nossas atividades”, declarou Kunen.
A população não ficou nem um pouco feliz com a notícia, e o diretor diz que entende, mas reforça que é o reajuste é necessário. “Nós gastávamos em energia elétrica, em torno de R$ 110 mil, e hoje pagamos cerca de R$ 170 mil por mês. Nossos gastos e custos gerais praticamente dobraram. A porcentagem de 11% assusta um pouco, mas destacamos que nossa tarifa é uma das mais baixas do país, mesmo após o reajuste. As pessoas vão reclamar, mas não quero ser responsabilizado no futuro por não entregar uma água de qualidade. Queremos manter a qualidade e sustentabilidade dos serviços”, afirmou.
O que este valor representa no bolso do consumidor? “A Tarifa de Serviço (TDS) hoje é de R$ 25,77, com o reajuste ele vai para R$ 28,63. O metro cúbico que a pessoa pagava até R$ 0,34 vai para R$ 0,39. O reajuste vai correr sobre o TDS, do consumo e das demais taxas do Samae”, explicou o diretor.


