Retomada ou recomeço?

No último fim de semana Campos Novos viveu três dias atípicos. Foram dias de muita movimentação, alegria e comemoração. Mais uma vez a cidade abriu as portas para pessoas, empresas e artistas que participaram da 15° edição da ExpoCampos.

Após dois anos isolados e aprisionados às máscaras, a população se viu aliviada de poder participar novamente de um dos eventos mais importante do município. Enquanto alguns consideram a retomada de uma tradicional feira de exposições, outros veem como um recomeço de um evento que se reinventou após tantos aprendizados. Mais organizada, mais estruturada e mais diversificada, a ExpoCampos marcou o ano de 2022.

Como vimos na matéria de capa, a ExpoCampos movimentou fortemente muitos dos principais setores do município. Todos os envolvidos nesse projeto, Sindicato dos Produtores Rurais, Acircan, CDL, Administração Municipal e demais entidades envolvidas estão de parabéns pela organização do evento.

O saldo foi realmente positivo. Os empresários, de Campos Novos ou outro município, expuseram seus serviços e fizeram muitos negócios. Apesar de ser um tradicional evento voltada ao agro, vimos nesta edição uma diversidade de setores presentes na feira. Para o município, o evento foi igualmente benéfico, a visibilidade que o evento traz a Campos Novos é significativa, tanto que todo o valor destinado para realizar o evento não é considerado um custo, mas um investimento.

No entanto, o saldo positivo pode ser maior do que os números. O entretenimento também é um bem de alto valor com resultados importantes na vida das pessoas. As pessoas estavam ansiosas por um evento voltado para a família e o lazer. Após dois longos anos, as pessoas estavam sedentas por diversão.

Por mais que a ExpoCampos seja considerada um importante feira de negócios, também é importante entender que ela carrega consigo um papel social. Promover oportunidade de negócios é essencial, mas levar bem-estar e lazer para a população também o é. No fim das contas é uma via de mão dupla: afinal, não há negócios sem pessoas.

Por: Priscila Nascimento, Jornalista

*Editorial publicado, no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1729 de 19 de maio de 2022.

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