ELEIÇÕES 2022: Silvio Alexandre Zancanaro fala dos motivos que o levaram a ser candidato a Deputado Estadual

Com histórico de voluntariado e experiência na política local, Ex-Prefeito de Campos Novos concorre pela primeira vez a uma cadeira na Assembleia Legislativa.

A partir desta edição, a reportagem do Jornal O Celeiro, traz o perfil de candidatos da região. Nesta semana conversamos com Silvio Alexandre Zancanaro, Ex-Prefeito de Campos Novos, que, pela primeira vez, concorre ao cargo de Deputado Estadual.
Por meio destas reportagens, o nosso eleitor terá a oportunidade de conhecer um pouco da trajetória pessoal e política dos candidatos, bem como, em quais áreas pretendem atuar caso sejam eleitos.

O Perfil de Silvio Alexandre Zanacanaro:

Silvio Alexandre Zancanaro é nascido e criado em Campos Novos, tem 46 anos, pai de três meninas, esposo de Maria das Graças, prestes a completar bodas de prata (25 anos de casados), no próximo dia 17 de outubro. Empresário, contador de formação, e há 20 anos está à frente do Orcatea Escritório de Contabilidade, o negócio da família foi criado há 52 anos, e hoje continua em plena expansão de suas atividades. Zancanaro, aos 16 anos, já estava envolvido em clubes de serviço, iniciou uma trajetória de voluntariado, no Rotaract, Ordem Demolay, ACA (Associação Camponovense de Acadêmicos), Acircan, CDL, conselhos municipais de diversos segmentos, Diretor do Lar dos Meninos, Maçonaria. Foi Vereador por um mandato, eleito Prefeito por duas vezes e agora concorre ao cargo de Deputado Estadual neste ano de 2022.

Como surgiu a política na sua vida?

Pai e mãe antipolítica, mas o meu cunhado, falecido Luiz Bebber, era muito envolvido na política e foi um dos incentivadores para que eu concorresse como vereador, ele me apoiou me deu força e assim iniciou. Tive uma passagem rápida pela Câmara, um mandato só e no segundo fiquei como suplente. Fiquei fora da política durante um período onde terminei as minhas especializações, tive a possibilidade de fazer uma MBA em gestão com algumas matérias em Portugal, e isso me credenciou profissionalmente e fez com que minhas empresas tivessem um bom crescimento.

Quando retornei para a política, um outro padrinho que me abraçou foi o Falecido Teco (João Valdeni da Silva), que também acreditou na possibilidade de uma candidatura, juntamos as experiências, aliada com a boa vontade, e chegamos ao nosso objetivo que era ser eleito prefeito.

O que mais me deixa feliz é já ter um legado de diversos líderes hoje, que nos acompanham, pessoas que não eram envolvidos na política, e hoje estão, porque a política a gente sempre fez, de uma forma ou de outra, voluntariamente ou coletivamente e agora em cargos eletivos que dá um pouco mais de responsabilidade.

Prefeito reeleito, porque abriu mão do segundo mandato para concorrer a Deputado?

Na experiência dos primeiros quatro anos como prefeito, vi que tínhamos certa dificuldade em ter acesso à Assembleia, não propriamente aos deputados, mas ao sistema aonde você não consegue ter acesso às secretarias estaduais. E Campos Novos hoje está no cenário catarinense como uma das principais cidades do Estado, e nós não poderíamos de maneira alguma ficar de fora, simplesmente só olhando, e eu resolvi colocar o nome à disposição, após escutar as bases, diversas lideranças municipais, as quais me deram o aval. Nós já tínhamos construído uma gestão municipal de 2017 a 2020 com muita seriedade, com muito êxito e zelo, e assim iniciamos o segundo mandato, com um vice responsável e atuante, que sempre foi um segundo prefeito.

A nossa candidatura foi construída à diversas mãos. Agradeço as lideranças estaduais, as quais, me deram a oportunidade de praticamente ser o único candidato da nossa região aqui pelo PSD, o candidato mais próximo está em Lages e Chapecó. Nós temos praticamente o Oeste, Meio-Oeste e Extremo Oeste, com dois a três candidatos dentro do partido. Isso dá uma capilaridade muito grande, uma construção e uma segurança pra você abrir mão de um mandato, de uma zona de conforto, aonde já estava eleito, e essa é uma característica minha, gosto dos desafios e gosto de servir. E foi onde eu vi a possibilidade de como deputado estadual vir a servir ainda mais a nossa região que muitas vezes acaba sendo esquecida.

Como se sente sendo um representante do Município a concorrer à uma cadeira na Assembleia Legislativa?

Primeiro de tudo o maior respeito por alguém que permanece durante 30 na Assembleia com mandatos eletivos. E eu vejo que o Deputado Titon nos deixou um legado e tínhamos a possibilidade de ter dois candidatos com potencial de chegar. Ser representante de Campos Novos, ajuda muito para a minha eleição, mas desde que todos os camponovenses e os eleitores da região, tenham esse mesmo sentimento, de mantermos a representatividade. Quem estará lá, não é o Zancanaro do partido A, B ou C, é o Zancanaro, camponovense, Ex-Prefeito, que vai trabalhar por toda a região.

O foco da minha campanha está baseado da BR 116 para cima, ou seja, de Lages até o Extremo Oeste, é onde estaremos trabalhando forte, mas aqui no nosso Meio-Oeste é onde as bases serão fortalecidas, e fortalecer os demais municípios, pois as dores que eles possuem são muito semelhantes a Campos Novos, uma realidade diferente do que você encontra no Norte ou Sul do estado, e como já conhecemos bem a nossa região, fica mais fácil para solucionarmos.

Principais necessidades identificadas

Sem sombra de dúvidas, uma delas está relacionada à infraestrutura de deslocamento, as nossas rodovias. Nós vemos uma grande necessidade de dar mais segurança àqueles que trafegam, seja em rodovias estaduais ou federais. Outro fator é o custo da logística que prejudica o motorista autônomo e as transportadoras.

Mas o ponto em comum encontrado em todos os municípios se chama saúde, pois mesmo em grandes centros, é notório a precariedade em que o estado acaba deixando. Isso se agrava quando se fala em centralização da regulação dos serviços. O Meio-Oeste tem uma dependência muito grande de Florianópolis para liberar tratamentos e cirurgias de média e alta complexidade, pois são poucos hospitais e poucos especialistas cadastrados no estado, aí a necessidade de descentralizar a saúde. Temos ótimos profissionais pela região, mas temos que se deslocar até grandes centros para fazermos os mesmos procedimentos que poderiam ser feitos em nossa região. Essa situação precisa mudar.

Por fim, outro ponto que precisamos mudar é a distribuição de recursos do Governo Federal, que muitas vezes prejudica o Estado de Santa Catarina, simplesmente por apresentarmos índices mais positivos que o restante do país. O nosso estado em termos de população e número de eleitores é pequeno, mas é um dos gigantes da economia. Farei as minhas reivindicações juntamente com a nossa bancada federal, afinal, não podemos penalizar os municípios e estados que fazem o dever de casa, nós precisamos da nossa fatia do governo federal para continuar crescendo e chegar a ser um estado de excelência.

*Reportagem publicada no Jornal ‘O Celeiro’, Edição 1743 de 25 de agosto de 2022.

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