Com foco na melhoria da infraestrutura do estado, Norma Pereira é candidata a Deputada Federal

Norma Petermann Pereira é natural da cidade de Brusque, casada, tem três filhos e duas netas, já foi professora e atualmente é empreendedora na cidade de Canoinhas, onde reside desde o ano de 1982. Filha de agricultores, aos 15 anos saiu da sua terra natal e foi trabalhar e estudar em Joinville. Foi vereadora por dois mandatos e candidata à Deputada Federal em 2018, ficou como 1ª Suplente, assumindo por 40 dias a função na Câmara Legislativa.

Em passagem pelo município de Campos Novos, Norma concedeu entrevista ao Jornal O Celeiro, e disse estar feliz pela vinda à região, pois sempre que podia, vinha visitar familiares, o destino era também rota de ampanha política, quando apoiou o seu sogro, Acácio Pereira, quando este foi candidato a Deputado Estadual.

  • Principais objetivos da Candidata caso seja eleita?

Precisamos analisar onde estão os gargalos, as maiores deficiências. Se nós olharmos as principais características do Planalto Norte, Serrano, Alto Vale e Meio-Oeste, são praticamente as mesmas e que elas precisam de um olhar especial para o desenvolvimento do futuro. As nossas BRs, por exemplo, a BR-470, BR-282 e a BR-153 são federais, que solução que temos que ter, liberar o acostamento como terceira faixa, por exemplo? Privatizar? Precisa ter uma solução!

As nossas SCs, se analisarmos todas, a 120, a 452, a 350, a 355, a 464, a 465, elas precisam urgente de revitalização e dar condições de trafegabilidade para a nossa produção. Nós somos fortíssimos na produção agrícola. Outro fator que a gente ouve sempre, é a conclusão dos aeroportos de Caçador, Joaçaba e o de Videira, assim como há uma necessidade extrema para Campos Novos.

Outro aspecto, por eu fazer parte há muito tempo do conselho administrativo do Hospital Santa Cruz de Canoinhas, como voluntária, e que percebemos que assim como Canoinhas, aqui temos uma necessidade imensa de um hospital infantil, uma UTI infantil. É uma dificuldade muito grande em transportar estas crianças, é muito sofrimento, e podem vir ao óbito por não resistirem às grandes distâncias e por não conseguir vaga.

Outra dificuldade são as especialidades médicas, elas precisam ser melhoradas e ampliadas.

  • Pelas visitas realizadas, qual é o problema mais comum encontrado?

Por onde eu tenho andado, que é por todo estado, o problema mais recorrente é a infraestrutura. Trevos com elevados, os trevos são um caos, tanto que a quantidade de acidentes que temos visto nos últimos meses, no pós-pandemia, é uma coisa impressionante. Mas a gente vê que realmente está tudo colapsado e, é de extrema importância que isso tenha um olhar especial aqui para a nossa região.

  • Qual a sua avaliação do que precisa ser desenvolvido no agronegócio?

Eu acredito que iniciando pela infraestrutura as coisas vão acontecer. Se tiver infraestrutura, o desenvolvimento vem. O que eu tenho conversado e observado nesta minha caminhada e com experiência como empreendedora, percebo que nós temos uma força muito grande no agronegócio, e o futuro de Santa Catarina está aqui em nossas regiões. Temos uma agricultura super forte e condições de produzir alimentos em grande quantidade. Volto a reforçar, nós precisamos da infraestrutura, porque o produtor tem que ter segurança que ele vai escoar a produção. Analise, se a infraestrutura está bem, além de dar segurança e competitividade para o nosso produtor, ele vai desenvolver também o turismo rural que é lindo e maravilhoso.

Assim podemos partir para outras economias, e vejo que a nossa principal dificuldade de trazer o turismo rural para cá, é a falta de infraestrutura. Olha quantos quilômetros de estrada de chão e as dificuldades para transitar que nós temos em nosso interior. Exemplo, Papanduva tem 42 cavernas, mas como faz para chegar até lá? Santa Cruz do Timbó e Porto União, ainda têm estradas que dão condições de trafegabilidade mesmo sem ser pavimentadas, mas como vamos fazer isso em todos os acessos? Com investimentos, se não houver uma união de forças entre a sociedade, governo estadual e federal, a gente não vai chegar lá.

Outro fator é a simplificação tributária, principalmente a unificação do ICMS com o SIMPLES Nacional, a exemplo do que acontece com o Norte e Nordeste do Brasil. Isso é de extrema importância para que você tenha competitividade com as regiões onde estão perto da malha viária, perto da embarcação do produto, o que vai reduzir custos, e isso dará competitividade.

  • Qual é a sua mensagem final?

Nada como União e Cooperação para nós somarmos forças e buscarmos o investimento para termos o desenvolvimento que merecemos, com qualidade e competitividade.

Eu sou empreendedora, não sou política por profissão, estou participando deste processo por entender a importância dessa região ter uma representante efetiva na Câmara Federal, e que vai olhar por Santa Catarina e pelo Brasil como um todo. Vou ter uma atenção especial com as demandas destas regiões que realmente precisam e não tem esse olhar especial há muito tempo. Serei imensamente parceira, pois esta região me trouxe muitas alegrias nestes 40 anos que vivo aqui.

*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1747 de 22 de setembro de 2022.

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