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Habemus Copa!

Há 32 anos uma voz assumiu o protagonismo nos jogos da Seleção Brasileira na Copa, narrou o apoteótico Tetra em 1994 e o irrefutável Penta em 2022. Galvão Bueno, de longe, é, e será por anos, o principal nome da narração esportiva desta geração, um revolucionário, um vendedor de emoções e uma verdadeira usina de bordões. O seu posto no Olimpo, figurando entre os maiores da profissão, está reservado, ninguém tira dele, todavia as coisas mudam e o tempo passa para todo mundo.

Em 2022, na sua décima Copa do Mundo (já havia transmitido um jogo da seleção em 1986), a Globo, detentora dos direitos de transmissão do Mundial, abriu mão da exclusividade, e Galvão Bueno ganhou uma concorrência de peso (sem trocadilhos, não à gordofobia), o YouTube concedeu ao streamer Casimiro Miguel a condição de transmitir os jogos da nossa seleção.

Provavelmente a geração de 80 para trás nem ao menos o conheça, mas Casimiro reúne uma legião de fãs na Internet, impera em várias plataformas digitais e é o nome da vez no Streaming. De bandeja, a Globo permitiu que um fenômeno da Internet se agigantasse ainda mais e quebrasse barreiras na história da comunicação brasileira.

Parafraseando o técnico Renê Simões, a Globo indiretamente “criou um monstro”.

A Rede Globo até obteve os maiores índices de audiência do ano com as transmissões dos primeiros dois jogos da seleção na Copa, apesar disso, os números da Cazé TV na plataforma do Google, mostram que o torcedor brasileiro estava sedento por uma segunda opção, não à toa foram registrados 4,85 milhões de espectadores simultâneos no Youtube na partida entre Brasil e Suíça.

Mas qual seria o motivo para uma demandada do público da TV para a Internet? Assistir os jogos da seleção é sinônimo de reunir a família e amigos em frente à TV! Ou não é mais?! Galvão está se aventurando na Internet, firmou contrato milionário com o TikTok, tem seu podcast no Youtube, e que tal trazer o Casimiro para a televisão?

Casimiro é espontâneo, autêntico e engraçado, não força a barra, não é adepto da lacração, não mistura futebol com política, e este perfil não se vê e nem se adequaria às diretrizes da emissora carioca. TV aberta ou a sua independência? Esse é o dilema para Casimiro resolver!

Enquanto isso, Galvão vai se aproximando do fim do seu reinado na Globo, já sem o mesmo prestígio da opinião pública, um reflexo natural do desgaste de mais de 30 anos como a voz da seleção. Luiz Roberto deve ser o substituto imediato, dificilmente veremos um Casimiro em seu lugar, mas isso é um ótimo presságio, afinal teremos uma segunda opinião e uma nova fórmula de transmitir os jogos do Brasil, como está ocorrendo agora no Catar, mesmo sem a Globo, Habemus Copa!

Por: Orli Ricardo, Jornalista

*Editorial publicado no Jornal O Celeiro, Edição 1757 de 01 de dezembro de 2022.

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