No mês Internacional da Mulher, Centro de Referência de Psicólogos une forças para eliminar tabus sobre o tema.
Na última quarta-feira, dia 08 de março, foi comemorado o Dia Internacional da Mulher. Uma data que merece ser celebrava pela magnitude e pela representatividade da figura feminina, seja ao longo da nossa história ou nos dias atuais. Para tanto, além de reconhecermos estas virtudes, é necessário que a sociedade dê a devida importância para alguns aspectos intrínsecos do ser humano e, em especial das mulheres, como, por exemplo, a saúde mental.
Por se tratar de um assunto tão delicado de falar, tão discutido nos dias de hoje, mas que ainda não é completamente compreendido e que se torna alvo de muitos estigmas e também preconceitos, a reportagem do Jornal O Celeiro esteve conversando com a Psicóloga do AME-SE – Centro de Referência de Psicólogos de Campos Novos, Juliana Rafaela de Carvalho. A Psicóloga Clínica levanta o seguinte questionamento: por que devemos falar sobre saúde mental da mulher?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) uma em cada quatro pessoas, desenvolverá algum transtorno mental durante a vida. O transtorno mental comum é mais culminante nas mulheres do que nos homens, estes se caracterizam por sintomas depressivos, de ansiedade e queixas psicossomáticas. Fatores biológicos e sociais, também estão associados a maior vulnerabilidade feminina aos transtornos de ansiedade, depressivos, transtornos alimentares, transtorno de estresse pós-traumático e doenças autoimunes.
O risco de suicídio também é maior entre as mulheres. As mulheres são menos tolerantes ao uso de álcool e drogas. No aspecto biológico, podemos também associar as alterações no sistema feminino, que ocorrem no período pré-menstrual (TPM), pós-parto e menopausa. É possível citar ainda, os aspectos sociais relacionados às desigualdades de gênero e as altas taxas de violência contra a mulher.
“Estar saudável envolve muito mais do que não ter doenças, muito mais do que a ausência de um transtorno mental, estar saudável é o bem-estar completo do corpo com a mente. E este bem-estar pode ser afetado por diversos fatores, como estresse no trabalho, exclusão social, violência doméstica – física e verbal, estilo de vida não saudável, violação dos seus direitos, relacionamentos abusivos, e inúmeras outras situações que te levarão à uma profunda tristeza e adoecimento. É neste momento que a sua saúde estará debilitada e você precisara procurar ajuda de um psicólogo (a) ou outro profissional da área da saúde”, explica a Psicóloga.
A especialista comenta ainda, que quando a pessoa adoece, ocorre um desequilíbrio no organismo e a mesma passa a estar “disfuncional”, por esta razão, algumas vivencias do dia a dia são interrompidas, pois a pessoa ficará aprisionada a viver de um vazio existencial, de não pertencimento a lugar algum. Esta tristeza profunda ou não pertencimento estará afetando sua saúde.
“Mas aí você pergunta, por onde devo começar? Após tanta tristeza e vazio, é possível recomeçar? Sim é possível você sair dessa e ser verdadeiramente feliz, assim como já foi”, afirma Juliana Carvalho. Por fim, a Psicóloga Clínica faz um convite especial para as mulheres que desejam recuperar o seu bem-estar e voltar a viver de forma plena.
“Se você é mulher e está passando por questões que estejam afetando a sua saúde mental, causando sofrimento, não hesite e entre em contato conosco. Caso tenha alguma mulher próxima a quem possa apoiar, não deixe de fazê-lo. Estamos à disposição no AME-SE – Centro de Referência de Psicólogos, situado a Rua Danuzia Bess, 434 – Centro. Edificio Majestic, sala 2 (mesmo andar do Cartório Eleitoral)”, conclui a especialista.
Dicas para ajudar a manter a saúde mental em dia:
- Tenha sentimentos positivos, com você, com os outros e com a vida;
- Seja feliz com sua própria companhia;
- A sua reação diante dos problemas é parte importante para resolver os problemas;
- Evite o consumo de medicamentos sem prescrição médica adequada;
- Mantenha bons hábitos alimentares, durma bem e pratique atividades físicas;
- Procure ajuda de um profissional;
- Reserve um tempo para você, para atividades de lazer, para tomar um cafezinho com amigos e pessoas que lhe façam bem;
- Se aceite como você é, com qualidades e defeitos. Aceite os outros também como são. Pessoas possuem limitações e não são perfeitas;
*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição, 1769 de 09 de março de 2023.







