O paradoxo do discurso politicamente correto

Um discurso decorado com florezinhas, borboletas… um verdadeiro paraíso. Depois de iludir o povo mais humilde, prometendo picanha na mesa e a cervejinha gelada, o encantador de serpentes atacou em outro palanque. Diante de um auditório desfalcado de boa parte dos membros permanentes, como os Chefes de Estado da China, França, Reino Unido e Rússia, como já é tradição, o Presidente do Brasil foi o primeiro a discursar na Assembleia Geral da ONU nesta semana.

Durante aproximadamente 20 minutos, Lula escolheu a linha do discurso politicamente correto e falou o que o mundo quer ouvir, ressaltou o Retorno do Brasil, Desmatamento na Amazônia e Combate à Desigualdade, só esqueceu um detalhe: não vem aplicando aquilo que diz.

A grande mídia em êxtase, como uma boa assessoria de imprensa do Governo, dissemina a notícia que por sete vezes o “Pai dos Pobres” foi aplaudido.

Por falar em pobreza, foi justamente o tema “indignação com a fome e a pobreza” escolhido como um dos assuntos do seu “apoteótico” discurso.

Para quem um dia chegou a garantir que o Brasil possui 33 milhões pessoas na miséria, sem ter o que comer, poderia repensar os gastos estravagantes que vem fazendo mundo afora. Somente nesta ida a Nova York, foram gastos R$ 7,3 milhões do dinheiro do povo brasileiro para bancar a estadia de Lula, Janja e cia. Sim, os Ministros, Presidentes da Câmara e Senado que o acompanharam, os quais já ganham o teto do salário do funcionalismo público, não gastaram nada com a viagem. Você que fica se perguntando, o porquê paga tanto imposto, aí está uma das razões…

Para se ter uma ideia, um parlamentar do Paraná, calculou as despesas desse tour por Nova York e chegou à conclusão que o gasto com a comitiva brasileira, de uma dúzia de pessoas nos EUA, seriam suficientes para comprar um Hotel inteiro no Brasil. O Deputado ainda avisa que existe um hotel com 23 quartos à venda (por R$ 6 milhões) no balneário Guarujá (SP), onde Lula “comprou” o famoso triplex, alvo da Lava Jato, reformado pela empreiteira OAS, o qual foi um dos fatores que motivou a condenação do mandatário a mais de 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Voltando ao discurso, em outro momento, ele tocou no assunto da preservação ao meio ambiente e combate à desigualdade. Vale lembrar que o chefe de Estado não acha necessário o brasileiro ter dois aparelhos de televisão em casa, no entanto o mesmo gastou cerca de R$ 300 mil com a compra de móveis para o Palácio da Alvorada.

Por fim, ainda vale lembrar a ênfase dada à igualdade entre homens e mulheres em sua fala na ONU, logo o Lula que está na iminência de trocar mais uma MINISTRA por um Ministro. Ana Moser já caiu para um homem, e a bola da vez é a Ministra da Caixa, que dará lugar também para um homem, em nome da governabilidade.

Para não rotularmos este discurso com alguma expressão mais pesada, podemos simplificar e dizer que o roteiro foi pautado no “faça o que eu digo, só não faça o que eu faço”.

Por: Orli Ricardo – Jornalista

*Editorial publicado no Jornal O Celeiro, Edição 1797 de 21 de setembro de 2023.

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