Organizado pela Comissão Permanente de Fomento à Abordagem Racial nas Ações de Fiscalização (CPFAR), do TCE/SC, para assinalar o Dia da Consciência Negra, que será celebrado em 20 de novembro, o evento teve por tema “Narrativas Silenciadas — os impactos do racismo desde a infância à vida adulta”. O objetivo foi debater as consequências do racismo no desenvolvimento de crianças e de adolescentes negros, afetados notadamente na sua autoestima, identidade e aspirações, além das demais violências sofridas (física e sexual).
Cíntia comentou que o racismo perpassa por todas as dimensões da sociedade, como saúde, educação e economia. Ela lembrou que “a escravização foi a base da economia por muito tempo em nosso país”.
A professora explicou que existem dois tipos de racismo: o individual, que se manifesta nas relações de pessoa para pessoa, e o institucional ou estrutural, “que está institucionalizado na sociedade, é reforçado pelo Estado e que reproduz a ordem que está dada”. Ela frisou que o racismo estrutural está tão naturalizado na sociedade que ele pode ser inconsciente.
O painel “Para além das leis: o racismo nas engrenagens do Sistema de Justiça” contou com abordagens do juiz de direito do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Fábio Francisco Esteves de Oliveira, do promotor de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina, em Chapecó, Simão Baran Junior, e do desembargador substituto do Tribunal de Justiça catarinense (TJSC), João Marcos Buch. A mediação ficou a cargo da auditora fiscal de controle externo do TCE/SC Elusa Cristina Costa Silveira, integrante da CPFAR.
O evento “Narrativas Silenciadas – os impactos do racismo desde a infância à vida adulta” pode ser assistido no canal do TCE/SC no YouTube.
*INFO: TCE-SC






