Unidade tem desafio no que se refere a emergências e atendimentos médicos.
Hospital Dr. José Athanázio, adotou um novo protocolo de atendimentos a partir da segunda-feira 18 de março, o Protocolo Catarinense de Acolhimento com Classificação de Risco (PCACR) revisado já na 2º edição pela Secretaria de Estado da Saúde, traz mais detalhes dos parâmetros para classificação de risco dos pacientes que buscam atendimento na urgência e emergência, auxiliando no processo de triagem e de atendimento do plantão. Anteriormente o protocolo Manchester era utilizado.
O Hospital é o único do Meio Oeste a adotar o novo protocolo. A equipe passou por um treinamento, especialmente os enfermeiros responsáveis pela triagem no acolhimento e classificação de risco dos pacientes.
O tempo de espera previsto de acordo com o protocolo, varia de imediato (zero) a até quatro horas. A classificação de risco é da prioridade máxima (vermelho) à prioridade mínima (azul).
DEMORA
Mas mesmo após a implantação do novo protocolo, a população de Campos Novos, tem reclamado quanto a demora nos atendimentos nos casos de prioridade baixa, precisando passar algumas horas aguardando para serem atendidos. Diante disso, a equipe de reportagem do Jornal O Celeiro, conversou com o diretor Rafael Manfredi sobre essas queixas da comunidade e sobre quais medidas serão e podem ser tomadas para agilizar os atendimentos.
De acordo com Rafael, a emergência conta com o atendimento de dois médicos, e a partir da segunda-feira, 1º de abril, terá mais um médico no período das 17h à meia-noite, horário esse em que geralmente se tem uma grande demanda de casos, com o objetivo de diminuir assim o tempo de espera e ampliar o número de consultas.
Os horários de pico de atendimento no Hospital durante o dia são 11h da manhã às 15h. E das 17h à meia-noite. Segundo levantamento realizado. Do dia 01/03 até 27/03, o relatório do tempo médio dos atendimentos, registrou cerca de uma hora e vinte minutos de espera para casos não e poucos urgentes, casos de encaminhamento cerca de 40 minutos e 7 minutos para casos não classificados.
Destacando que tem se percebido, um grande volume de pessoas que buscam atendimentos básicos no Hospital, que deveriam ser buscados em outro local, como nas Unidades Básicas de Saúde, pois se estiverem com algum sintoma ou exame laboratorial alterado, o médico irá solicitar a realização de exames de imagem no mesmo momento. O que apesar de ser algo mais prático, acaba sobrecarregando a emergência e atrasando os demais atendimentos. O Hospital teoricamente deveria atender o que é de fato emergência como um trauma ortopédico, acidentes, AVC, infarto e etc.
Além de não atender somente casos de Campos Novos, mas também de municípios da região como de Celso Ramos, Abdon Batista e Vargem o que acaba sobrecarregando ainda mais.
Outro fator que tem sido observado, é que após se encerrarem a conta de exames disponibilizada pela Secretaria de Saúde, as pessoas procuram a emergência relatando algumas queixas e sintomas, o que leva a médicos solicitarem a realização dos exames pelo Hospital, o que faz com que os atendimentos de prioridade mais baixa sejam mais demorados.
ATENDIMENTOS
O diretor informou que desde o dia 1º de janeiro de 2024 até do mês de março, foram realizados quase 13 mil atendimentos, com uma média de 148 atendimentos por dia, chegando a ter dias com mais de 200 atendimentos registrados.
Desses quase 13 mil, 6863 foram fichas verdes de casos com prioridade menos urgente, como febre, dor no corpo, dores de cabeça, sintomas gripais, ou seja, de quando não existe risco eminente ao paciente.
Casos urgentes e de extrema urgência foram 3358 pessoas. Além de 2378 casos de fichas azuis, que são de prioridade mínima e procuraram o Hospital para mostrar exames para o médico, ou que sente alguma dor, ou até mesmo para consultar com o médico do Hospital para saber sua opinião sobre um determinado medicamento receitado pelo médico da Unidade Básica de Saúde.
Sobre a necessidade da construção de uma UPA em Campos Novos, como uma possível solução, Rafael comentou que talvez essa seja uma boa alternativa para a resolução da diminuição do tempo de espera, ou não, pois da mesma forma poderia acabar sendo sobrecarregada.
Rafael destaca que o município poderia adotar medidas para que a população buscasse os atendimentos dos casos mais leves nas Unidades Básicas de Saúde, diminuindo assim a demanda no Hospital, como ampliação do horário de atendimento ou criar atendimentos de horário alternativos. Médicos das Unidades Básica atendem de 12 a 13 fichas por dia, já no Hospital já chegou a números de mais de 100 atendimentos por médico em apenas um dia.
Outra solução apontada, foi a possibilidade de trazer acadêmicos do último ano do curso de medicina da Unoesc para atender os casos menos urgentes, mas a população não acatou a ideia.
Por fim, Rafael destacou as medidas que foram tomadas e quais as próximas medidas podem ser tomadas “Redesenhamos o fluxo de exames e diagnóstico do Hospital, às vezes o paciente ficava um pouco mais de tempo em observação porque demorava para ter o diagnóstico, devido a demora de sair o resultado, mudamos o fluxo interno pra agilizar, mudamos o protocolo para melhorar a classificação de cor para agilizar os atendimentos mais graves e agora iremos colocar mais um médico, e para pensarmos em uma nova solução precisamos analisar como será agora com o 3º médico, como irá se suceder o fluxo de atendimentos” destacou.
*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1824 de 11 de abril de 2024.







