Novo presidente do Conselho Diretor do Hospital Dr. José Athanázio foi nomeado

Iniciativa não tem mais controle por parte do Poder Executivo.

No início do ano, ocorreu a posse de novos membros do Conselho Diretor do Hospital Dr. José Athanázio, onde duas novas entidades foram incluídas no Conselho de gestão do hospital, um representante do Conselho Municipal de Saúde e um representante da Rede Feminina de Combate ao Câncer, formando então sete membros. Devido ao Projeto de Lei que passou pela Câmara de Vereadores no qual contemplou a reformulação do processo de gestão do Hospital.

Também no início do ano, foi sancionada a Lei 01/2024, que regulamenta as ações do Conselho Diretor, bem como suas funções, atribuições e responsabilidades instituídas, como tratar das partes deliberativas e administrativas da Fundação Hospitalar. A nomeação do Conselho acontece a cada dois anos conforme também está prevista na Lei, podendo ser renovado por mais dois anos se assim for definido.

NOVO PRESIDENTE

No último dia 10 de maio, o diretor da Fundação, Rafael Manfredi, informou em entrevista a equipe do Jornal O Celeiro, que foi realizado a eleição de escolha do novo presidente do Conselho Diretor, onde foi eleito o senhor Gilberto Scocciato, o qual também é presidente do Conselho Municipal de Saúde.

FAZEM PARTE

Representante do Poderes Executivo e Legislativo, representante da Rede Feminina, Acircan, Conselho Municipal de Saúde, representante da OAB e um representante da classe médica.

De acordo com o diretor Rafael, esses representantes são indicados pelas entidades: “O Conselho é composto por essas sete entidades, e a entidade é quem indica o conselheiro. Essa indicação acontece a cada dois anos. Nós fizemos no último dia 10 de maio, a eleição do novo presidente do Conselho, o seu Gilberto Scocciato, o presidente anterior era o Alexandre Rossi Ribeiro, que é odontólogo do município. Então hoje são essas sete entidades, e o nosso atual presidente é o seu Gilberto, na atual gestão que vai de 2024 a 2026” informou.

DADOS

Durante a Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores do dia 14 de maio, foram apresentados os números da Fundação no ano de 2023. Segundo o diretor, foram informados a quantidade de atendimentos do ano, a quantidade de cirurgias, o custo da Fundação Hospitalar, o quanto foi produzido junto ao Estado de Santa Catarina, número de internações, origem e aplicação dos recursos e a evolução da Fundação nos últimos anos.

ALTA

Durante a entrevista, o diretor Rafael também comentou sobre o registro de aumento do número de atendimentos e do aumento do tempo de espera, mesmo com a implantação do novo protocolo de atendimentos, o Protocolo Catarinense de Acolhimento com Classificação de Risco (PCACR) a cerca de dois meses e com a presença de um terceiro médico no plantão.

“Tivemos a aproximadamente 60 dias, a implantação do novo protocolo de acolhimento, de classificação de riscos, que é o protocolo do Estado, e o que temos percebido é o aumento expressivo dos atendimentos, inclusive, na própria sessão da Câmara, comentei que o Hospital consegue garantir o bom atendimento e a resolução do problema. Mas, infelizmente, devido a grande quantidade de atendimentos, não conseguimos garantir um atendimento rápido. As pessoas têm a necessidade de um atendimento de qualidade, com rapidez. E infelizmente, no volume que tem sido de atendimentos, não conseguimos dar uma vazão no formato que gostaríamos” destacou o diretor.

Informando que atualmente, a três médicos atendendo na emergência a partir das 13h a meia-noite, nos demais horários são dois médicos, além dos acadêmicos do último ano de medicina da Unoesc para tentar dar uma vazão maior nos atendimentos e, contudo, nos dias de pico, o tempo médio de espera de casos menos emergenciais, das classificações menores de menos risco, é de quatro a três horas.

“Então, nós temos dias com picos de atendimento de até 210 pacientes, isso é um volume bem significativo. Estamos falando de aproximadamente 70 atendimentos por médico, em média. E isso acaba, de fato, atrasando os processos. Os menos emergenciais acabam demorando um pouco mais, porque naturalmente as emergências têm prioridade. Por isso trabalhamos com a classificação de risco. Sabemos que para uma mãe com uma criança que está aguardando a três horas, é desconfortável. Mas o que acontece? A nossa prioridade é o que? O infartado, o AVC, ele sempre vai ter uma prioridade. Então, naturalmente, esses menos emergenciais, uma dor, uma febre recorrente, que é uma emergência menor, ele acaba tendo um tempo médio de espera maior” comentou.
Rafael Manfredi informa que os horários de maior demanda são das 10h às 22h, nas segundas, quartas, sextas e domingos.

GRIPE

Com a chegada dos dias mais frios, os casos de pacientes com síndromes respiratórias aumentam, o que também contribui para a maior procura pelo plantão do hospital.
“Temos registrado um aumento significativo da quantidade de atendimentos de síndromes gripais e doenças respiratórias, já no mês de abril e na primeira quinzena de maio, o volume é bem grande. Em torno de 60% dos nossos atendimentos já são de crianças e idosos com síndromes respiratórias. Temos feito um apelo para que as pessoas procurem a vacinação. Porque a prevenção é a melhor forma de tratar a saúde. Os postos de saúde nas salas de vacina já têm a vacina da gripe disponível para toda a população. É importante que os pais vacinem as crianças, até para que nós possamos evitar esse acúmulo de pessoas na emergência do hospital. Porque quanto maior o volume, maior a demora. A gente pode colocar mais médicos, enfim. Mas isso não vai dar uma vazão ao ponto de conseguirmos atender mais rápido do que a gente já vem atendendo hoje” destacou Rafael.

A vacina está liberada para toda a população camponovense a partir de 6 meses até o dia 31/05, nas Unidades Básicas de Saúde dos bairros Aparecida e Nossa Senhora de Lourdes, os documentos necessários para receber a vacina é CPF e caderneta de vacinas.

*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1830 de 23 de maio de 2024.

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