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Liderança e crescimento no cooperativismo

As cooperativas são organizações humanas dedicadas ao cumprimento de um desiderato, um projeto de envolvimento coletivo, mas viabilizado pela realização pessoal de cada associado. Seu caráter democrático e participativo é campo fértil para o surgimento e o amadurecimento de novas lideranças.

As empresas de natureza cooperativista atuam em todas as áreas da atividade econômica, no setor de crédito, de serviços, de transportes, de infraestrutura, de agronegócio etc. Na competição mercadológica devem demonstrar qualidade e inovação em serviços e produtos, ao mesmo tempo em que ostentam arrojada visão empresarial e forte eficiência gerencial.

O ideário cooperativista e a opção pela agenda ESG (social, ambiental e governança) nem sempre configuram diferenciais competitivos em um mercado hostil em que os consumidores – em sua maioria – são orientados pelo preço. Mesmo assim, as cooperativas foram conquistando seus espaços, exercitando cotidianamente seus princípios e valores.

O caráter associativista das cooperativas e a cultura de participação, acolhimento e engajamento abrem espaço para o despertar de novos líderes dentro e fora do universo cooperativista, razão pela qual é frequente a presença de cooperativistas em entidades e organismos da sociedade civil.

As cooperativas são, via de regra, as primeiras a atender a convocação do Poder Público (e da sociedade) em situações de emergência ou de catástrofes, colocando seus recursos técnicos, humanos e financeiros à disposição do interesse coletivo. Essa inclinação ficou muito evidente durante o trágico período em que a pandemia da covid-19 assolou o Brasil e o mundo.

Nesse contexto, o cooperativista é, em essência, um cidadão cônscio e participativo, engajado nas ações de seu bairro, sua comunidade, seu município porque a cultura organizacional presente nas empresas de natureza cooperativista é claramente de incentivo à participação, ao estudo, ao aperfeiçoamento. Por isso, encorajam a formação de lideranças dentro e fora do movimento cooperativista.

Outro aspecto singular é que, nas entranhas das cooperativas, as oportunidades de crescimento dos recursos humanos – dirigentes colaboradores, cooperados e demais stakeholders são maiores. Qualificação permanente e promoções fundadas no mérito são fatores que turbinam a evolução na atividade profissional de cada um.

A escassez de capital humano em quase todos os segmentos da atividade empresarial é um fenômeno constante em Santa Catarina e em algumas regiões do País, mas apresenta-se de forma atenuada no âmbito das cooperativas, onde a rotatividade (turnover) dos trabalhadores é menor, há menos demandas (reclamatórias) trabalhistas e a taxa de satisfação é maior.

As cooperativas, de fato, constroem um mundo melhor, por isso a Organização das Nações Unidades (ONU) decretou 2025 o Ano Internacional das Cooperativas.

POR: Vanir Zanatta

Pesidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC)

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