Centro de Tradição e Cultura Padre Benjamin, cresce com desenvolvimento.
O amor pela cultura gaúcha e o desejo de manter vivas as tradições foram os principais combustíveis para a criação do Centro de Tradição e Cultura Padre Benjamin, que começa a escrever sua história em Campos Novos.
A ideia surgiu em janeiro deste ano, durante um acampamento entre amigos. Foi ali, em meio às conversas, que nasceu a vontade de criar uma entidade que reunisse pessoas, preservasse a cultura e, ao mesmo tempo, desenvolvesse ações sociais para a comunidade.
“Começou como uma conversa descontraída, mas com um propósito muito claro: criar um espaço onde pudéssemos viver a nossa cultura, ensinar e fortalecer os valores tradicionalistas. Fomos amadurecendo a ideia, convidamos mais pessoas e logo reunimos 32 sócios fundadores”, conta Jonatas Rodrigues Junior, um dos idealizadores do projeto, em entrevista ao Jornal O Celeiro.
O nome escolhido para o centro é uma homenagem carregada de significado. Padre Benjamin, que foi um grande incentivador da cultura e das tradições locais, sempre fez questão de ressaltar a importância de manter acesa a chama da tradição.
“Lembro que, em uma visita a Passo Fundo, ele pediu que nunca deixássemos essa cultura morrer. Até hoje, não existia nenhuma entidade que levasse o nome dele, então achamos mais do que justo prestar essa homenagem”, explica Jonatas.
O Centro funciona no Salão do Romero, no Bairro Aparecida, e já deu início às atividades com as Invernadas Artísticas, que reúnem alunos de todas as idades. As aulas acontecem sempre às segundas-feiras, a partir das 19h. Crianças dos grupos pré-mirim e mirim ensaiam no primeiro horário, enquanto os grupos juvenil, adulto e veterano se encontram das 20h em diante.
Na parte técnica, quem conduz os ensaios é o professor Mateus Arruda, de Lages. Com ampla experiência, Mateus também atua em outros grupos tradicionalistas, incluindo entidades de Santa Catarina e do Paraná, além de ser avaliador em festivais e participar de apresentações fora do país.
Mas o projeto vai além da dança. A proposta é transformar o Centro em um espaço cultural completo, com oficinas de música, bocha, jogos tradicionalistas, declamação e até atividades voltadas ao dia a dia do homem do campo.
“Nosso regimento já prevê isso. A ideia é oferecer muito mais que dança. Queremos ensinar, compartilhar experiências e fazer com que as pessoas se sintam parte disso tudo”, explica.
O Centro também tem o desejo de levar apresentações culturais para fora da cidade, alcançando comunidades rurais, como Barra do Leão, Ibicuí e Encruzilhada.
“Muita gente do interior vive a cultura no dia a dia, mas não conhece o que é uma apresentação de invernada, uma declamação, um festival. Queremos mostrar que isso também faz parte da tradição e é muito bonito”, destaca.
Por enquanto, o Centro ainda está em processo de formalização e não conta com recursos públicos. Toda a estrutura está sendo mantida com o apoio dos sócios e das pessoas que acreditaram no projeto desde o início. Mesmo assim, os planos são muitos.
“Queremos abrir novas turmas, ter mais atividades voltadas para crianças e também para a terceira idade. A cultura precisa ser acessível para todos”.
O convite fica aberto a quem quiser participar, apoiar ou até mesmo colaborar com a iniciativa. Os encontros são sempre às segundas-feiras, no Salão do Romero, a partir das 19h.
Quem quiser saber mais pode acompanhar as novidades pelo Instagram, no perfil @ctc_padre_benjamin.
“O mais bonito de tudo isso é ver as pessoas felizes, se sentindo parte. E é justamente essa nossa missão: fazer com que a tradição siga viva e que mais pessoas possam fazer parte dela”, finaliza Jonatas.
*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1884 de 26 de junho de 2025.






