Categoria cobra medidas mais efetivas do governo para conter alta dos combustíveis e afirma que o transporte de cargas está cada vez mais inviável.
O movimento para deflagrar uma greve de caminhoneiros ganhou força nos últimos dias, em meio à alta do diesel e à avaliação de que as medidas adotadas pelo governo federal não tiveram efeito prático para a categoria. Lideranças do setor afirmam que a mobilização já foi deliberada em assembleias e pode se concretizar no curto prazo, com adesão de motoristas autônomos e também de profissionais autônomos e também de profissionais contratados por transportadoras.
A previsão é que agreve dos caminhoneiros 2026 possa começar ainda nesta semana, caso não haja um avanço concreto nas negociações com o Palácio do Planalto.
O que motiva a greve dos caminhoneiros 2026?
O principal estopim é o valor do combustível. O diesel acumulou uma alta de 18,86% desde o final de fevereiro, impulsionado pela instabilidade no mercado global de petróleo devido aos conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Polícia Rodoviária Federal monitora
Todas as rodovias federais de Santa Catarina estão com fluxo normal, mas a iminência de uma greve dos caminhoneiros já está alterando a rotina de parte da categoria. Parte de profissionais do volante, diante da possibilidade de ficarem parados nas rodovias em bloqueios país afora, está evitando pegar a estrada.
O governo federal corre contra o tempo para evitar o movimento grevista.
No entanto, sobre a ação da PRF numa possível greve, como irá atuar, bem como orientações que serão repassadas aos usuários das rodovias sob sua jurisdição, o policial informa que a corporação está monitorando a situação. “Por enquanto, a corporação não irá se manifestar sobre algo que ainda é uma hipótese e sobre o qual não temos nenhuma informação oficial dos possíveis organizadores.”, informa Fiamoncini.
A iminência de uma paralisação dos caminhoneiros autônomos preocupa a cadeira produtiva.
A colheita da safra agrícola, milho e soja, está em curso e o aumento do preço do óleo diesel impacta tanto caminhoneiros, como produtores rurais e as próprias empresas transportadoras.
Para tentar frear os aumentos abusivos no diesel, o Procon de SC anunciou uma ação permanente de fiscalização, que terá monitoramento contínuo em 12 municípios mais populosos e ações pontuais em outras cidades.
O aumento do preço no diesel em decorrência da guerra no Golfo, é oportunismo de algumas distribuidoras. É o que avalia Dagnor Schneider, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc).
Lideranças de caminhoneiros articulam paralisação para esta semana após o diesel acumular alta de quase 20 % em menos de um mês.
A orientação é para que os motoristas não bloqueiem rodovias, mas fiquem parados em casa ou em postos para evitar multas.
Seis estados já manifestaram disposição e parar. São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Goiás e Rio Grande do Sul.
*INFO: REDE CATARINENSE DE NOTÍCIAS e Rádio Cultura







