Houve um tempo em que a escola se limitava ao giz e ao quadro negro (quem tem mais de 30 anos certamente se recorda disso). Quem viveu a educação de décadas atrás lembra-se do rigor e da disciplina e da escassez de ferramentas. O aprendizado era, muitas vezes, linear e engessado, a vocação dos alunos só despertava após o Ensino Médio, por conta e risco do próprio jovem.
Hoje, o cenário mudou. O caso da Escola Novos Campos, em Campos Novos, prova que o ensino regular está evoluindo e apresenta um cenário diferenciado. O que antes era o fim de uma fase em que o jovem ficava à mercê da própria sorte, agora é o começo: o incentivo à carreira e a descoberta de talentos tornaram-se realidade ainda no Ensino Fundamental.
Quem ganha com isso? Todos. Alunos, instituições e o mercado de trabalho. O resultado é um ciclo de desenvolvimento que transforma a região, pois a educação é o pilar que mais contribui para o fortalecimento de uma cidade. Quando o fundamento é o conhecimento, o reflexo positivo nas demais áreas é real.
Em se tratando de escola pública, esse fomento é ainda mais imprescindível. Haja vista que muitos educandos enfrentam situações de vulnerabilidade, o incentivo às vocações não apenas forma profissionais, mas resgata a dignidade e apresenta um caminho que rompe ciclos sociais.
Este editorial não busca comparar passado e presente, mas celebrar uma evolução significativa capaz de transformar realidades. O futuro de Campos Novos agradece.
Por: Priscila Nascimento
Jornalista / Jornal O Celeiro
*Editorial publicado no Jornal O Celeiro, Edição 1926 de 30 de abril de 2026.


