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Epagri de Campos Novos vive nova fase com ampliação da pesquisa e investimentos

Estação Experimental tem perspectiva de receber recursos milionários.

A Estação Experimental da Epagri de Campos Novos deu um salto de desenvolvimento desde 2025 e vem colhendo excelentes resultados em 2026. Após mais de uma década atuando com estrutura reduzida no setor de pesquisa, a unidade amplia suas áreas de atuação, fortalece a equipe técnica e angaria recursos milionários para investimentos em laboratórios, equipamentos e novos projetos voltados diretamente às demandas do campo.

O avanço marca uma transformação importante para uma região reconhecida pela força do agronegócio catarinense, especialmente nas áreas de produção de grãos, leite e pecuária. Atualmente, a estação conta com 21 funcionários entre pesquisadores, técnicos, equipe de campo e setor administrativo. Em 2025, a unidade recebeu três novos pesquisadores, ampliando significativamente a capacidade de desenvolvimento científico no município.

Segundo a gerente da estação experimental, Fabiana Schmidt, o crescimento representa um marco para Campos Novos. “O ano de 2025 foi marcante para a estação experimental. Vínhamos há mais de uma década com apenas um ou dois pesquisadores, o que comprometia o trabalho diante da grande demanda que tínhamos para executar experimentos de outras estações e também dificultava a captação de recursos”, explicou.

Com a chegada dos novos profissionais, a unidade passou a atuar em áreas inéditas dentro da própria Epagri, como reprodução animal e conservação e produção de alimentos para animais, conhecida como conservação de forragens. Além disso, a estação também fortaleceu pesquisas na área de herbologia, com foco no manejo e controle de plantas invasoras em lavouras de grãos e pastagens.

As novas linhas de pesquisa já apresentam resultados expressivos. Somente em 2025, a equipe conseguiu aprovar e liderar 12 projetos de pesquisa, captando aproximadamente R$ 1,2 milhão em recursos em apenas oito meses. Os projetos foram aprovados junto à Fapesc, Agrisus, SC Rural 2 e também em programas internos da Epagri. Os recursos estão sendo utilizados para aquisição de equipamentos laboratoriais, máquinas agrícolas, insumos e estruturação de novos espaços de pesquisa.

“Grande parte dos recursos chegou no final de 2025, mas conseguimos avançar nas licitações e agora, em 2026, os equipamentos e máquinas começam a chegar. Estamos na fase de estruturação dos laboratórios e implantação dos ensaios a campo”, destacou Fabiana.

Entre os investimentos já realizados estão aquisição de tratores, colhedoras de forragens, pulverizadores, equipamentos veterinários, balanças, estufas, geradores, freezers, geladeiras laboratoriais e equipamentos para modernização da sala de ordenha.

A unidade também iniciou a estruturação de dois novos laboratórios: um voltado às pesquisas em reprodução animal e outro multiuso, destinado a estudos ligados à conservação de alimentos, microbiologia, fitotecnia e herbologia.

EVOLUÇÃO

Outro avanço importante foi a seleção de cinco bolsistas que passam a integrar os projetos desenvolvidos em Campos Novos, fortalecendo ainda mais a capacidade técnica da unidade.

Hoje, a estação desenvolve pesquisas ligadas ao manejo de plantas daninhas resistentes a herbicidas, estratégias para implantação de pastagens, conservação de silagem, suplementação de rebanhos leiteiros, manejo reprodutivo de vacas leiteiras da raça Jersey e tecnologias voltadas à melhoria da produtividade no campo.

A unidade também mantém um rebanho com cerca de 80 animais da raça Jersey, certificado como área livre de brucelose e tuberculose, condição considerada fundamental para segurança sanitária, desenvolvimento de pesquisas e treinamento de produtores.

Segundo Fabiana, os projetos desenvolvidos pela Epagri nascem diretamente das necessidades enfrentadas pelos agricultores no dia a dia. “Todos os nossos projetos surgem das demandas trazidas pelos extensionistas, que estão junto ao produtor rural entendendo suas dificuldades. Eles trazem os problemas e nós propomos pesquisas para ajudar a encontrar soluções”, afirmou.

Para a gerente, o fortalecimento da pesquisa agropecuária representa um investimento direto no futuro da produção agrícola catarinense. “O trabalho da Epagri tem grande importância para ajudar a produção do Estado. As pesquisas desenvolvidas aqui impactam diretamente o produtor rural, trazendo mais produtividade, sustentabilidade e alternativas para os desafios do campo”, concluiu.

Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1928 de 14 de maio de 2026.

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