Experiente na política, Cobalchini já exerceu mandato na Alesc e em Brasília.
De São Lourenço do Oeste, o advogado Valdir Cobalchini, do MDB, atuou em espaços da administração pública. Muito ligado a agricultura, foi deputado estadual por três mandatos e ocupou secretarias no governo de Santa Catarina, entre elas Desenvolvimento Regional, Infraestrutura e Casa Civil. Em 2022, elegeu-se deputado federal e iniciou seu primeiro mandato em Brasília.
Com bastante experiência. Cobalchini mantém uma atuação fortemente ligada aos municípios, especialmente às cidades do interior, e concentra parte significativa de sua agenda na articulação de recursos para prefeituras e instituições catarinenses.
O objetivo do candidato é aproximar o mandato federal das demandas locais e fazer com que a presença em Brasília retorne em obras, equipamentos e investimentos nas cidades. Saúde, infraestrutura e educação estão entre as áreas que aparecem com frequência na destinação de recursos.
De acordo com levantamento do Tribunal de Contas de Santa Catarina, com dados atualizados até 13 de julho de 2026, Cobalchini é o parlamentar com maior volume de emendas impositivas efetivamente transferidas para municípios e instituições do Grande Oeste durante o atual mandato.
Segundo o painel do TCE-SC, foram R$ 75,5 milhões destinados à região, o equivalente a 6,8% dos R$ 1,097 bilhão transferidos no período por deputados estaduais, deputados federais e senadores. O levantamento considera Oeste, Meio-Oeste e Extremo-Oeste e contabiliza os valores efetivamente pagos, sem incluir emendas de bancada e de comissão.
Durante seus mandatos, Cobalchini demonstrou articulação de recursos para as cidades pequenas. Em São Miguel do Oeste, por exemplo, uma emenda de Cobalchini garantiu, em 2026, R$ 1 milhão para investimentos na área da saúde.
Santa Catarina é um estado formado por municípios de diferentes portes e com forte presença de associações regionais, cooperativas e entidades empresariais, por isso ele usa capacidade de encaminhar demandas locais para as estruturas estaduais e federais para representar tanto uma entrega administrativa quanto um ativo político.
AGRICULTURA COMO EIXO POLÍTICO
A ligação com o setor produtivo é outro elemento presente na trajetória de Cobalchini. Filho de agricultores, mantém uma atuação próxima ao agronegócio, à agricultura familiar e ao cooperativismo.
No discurso parlamentar, a defesa do produtor rural aparece associada à redução da burocracia, à melhoria da infraestrutura e à criação de condições para ampliar a competitividade do setor. A preocupação com estradas e logística, nesse contexto, não é dissociada da agenda agrícola: para regiões produtoras, transporte e escoamento da produção são parte direta da equação econômica.
A experiência como secretário estadual de Infraestrutura também contribuiu para colocar as rodovias entre os temas recorrentes de seu mandato. Obras e investimentos nas BR-282 e BR-470, além de outras intervenções consideradas estratégicas para Santa Catarina, integram essa agenda.
MEIO AMBIENTE
Em 2026, Cobalchini assumiu a presidência da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, levando para uma área historicamente marcada por disputas entre ambientalistas, produtores rurais e setores econômicos uma trajetória política construída próxima ao setor produtivo.
A posição defendida pelo deputado é a de conciliar preservação ambiental e atividade econômica, especialmente em um Estado onde agricultura, agroindústria e cooperativismo têm papel central na economia.
A presidência da comissão amplia o alcance de uma pauta que já fazia parte de seu discurso político. Ao mesmo tempo em que mantém a defesa da produção e do produtor rural, Cobalchini passa a ocupar uma posição em que as discussões sobre legislação ambiental, desenvolvimento sustentável e atividade econômica.
Entre o municipalismo, a infraestrutura e a defesa da produção, o mandato de Cobalchini mantém uma característica presente desde sua passagem pela política estadual: a tentativa de aproximar a agenda nacional das demandas do interior catarinense. Em Brasília, essa estratégia se traduz em articulação política e recursos; em Santa Catarina, uma relação que está presente.
*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1943 de 20 de agosto de 2026.






