Marlene construiu trajetória política com atuação voltada principalmente às mulheres, pessoas com deficiência, infância, agricultura e municípios.
Filha de agricultores e natural do interior de Itapiranga, no Oeste, Marlene Fengler deixou a casa dos pais aos 17 anos para estudar em Florianópolis. Formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), construiu sua trajetória profissional e, posteriormente, passou a atuar na política estadual.
Na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), onde exerceu mandato como deputada estadual, sua atuação esteve concentrada em pautas como proteção às mulheres, defesa dos direitos das pessoas com deficiência, infância e adolescência, agricultura e fortalecimento dos municípios.
Marlene destaca as leis de sua autoria. Ela criou a legislação que reuniu normas catarinenses de enfrentamento à violência contra a mulher e de outra que estabeleceu prioridade na tramitação de processos relacionados a estupro e feminicídio. Também participou da criação do Observatório da Violência contra a Mulher e da Procuradoria Especial da Mulher da Alesc.
Na área da infância e adolescência, presidiu a Comissão da Criança e do Adolescente da Assembleia. Durante o período, participou de debates sobre violência sexual, saúde mental, segurança digital, exploração sexual e fortalecimento dos Conselhos Tutelares. Entre as leis de sua autoria ou coautoria estão normas relacionadas ao enfrentamento do abuso e da violência sexual infantil e à prevenção do uso excessivo de telas.
Outra frente destacada pela candidata é a defesa das pessoas com deficiência. Entre as iniciativas citadas estão a legislação sobre parto humanizado para mulheres surdas, medidas relacionadas à proteção das pessoas com deficiência e ações de apoio a instituições especializadas, como as APAEs.
AGRICULTURA E MUNICÍPIOS
A experiência no interior também aparece entre as prioridades apresentadas por Marlene. Na agricultura, defende investimentos em estradas, internet, energia e acesso à água, além do fortalecimento do cooperativismo e de políticas que contribuam para a permanência de famílias e jovens no campo.
Durante sua atuação parlamentar, afirma ter participado da articulação de recursos para infraestrutura e recuperação de rodovias. Como coordenadora da Bancada do Oeste, cita a destinação de mais de R$ 300 milhões por meio de convênios e emendas para obras rodoviárias e outras ações de infraestrutura.
A relação com os municípios é outro ponto destacado em sua trajetória. Segundo dados apresentados pela candidata, foram destinados aproximadamente R$ 120 milhões em emendas diretas para municípios catarinenses.
Marlene também esteve à frente da Escola do Legislativo da Alesc, onde, segundo sua apresentação, foram ampliadas ações de capacitação para gestores, agentes públicos, políticos e comunidade. A instituição registra mais de 130 mil participantes em atividades presenciais e a distância durante o período mencionado pela candidata.
BANDEIRAS
Para a próxima etapa de sua trajetória política, Marlene mantém como principais áreas de atuação a proteção e autonomia das mulheres, inclusão das pessoas com deficiência, proteção de crianças e adolescentes, políticas para a população com mais de 60 anos, agricultura e cooperativismo e fortalecimento dos municípios com desenvolvimento.
“Nós mulheres precisamos entender a necessidade de participar para conseguirmos fazer as mudanças que acreditamos, para mudar o jeito de se fazer política com mais empatia e foco na construção de ações mais inclusivas”, comenta.
Entre as propostas estão a ampliação de medidas de proteção às mulheres vítimas de violência, incentivo ao empreendedorismo feminino, apoio às mães atípicas, melhoria do atendimento às pessoas com deficiência e suas famílias, prevenção à violência e à evasão escolar e atenção aos impactos do uso excessivo da tecnologia entre crianças e adolescentes.
Para a população com mais de 60 anos, defende o fortalecimento da rede de cuidado e a criação de centros-dia. Na agricultura, propõe melhorias na infraestrutura rural e apoio à permanência das novas gerações no campo.
“Eu acredito que a política tem que ser um espelho da sociedade e representar todas as pessoas. As mulheres são mais da metade da população e do eleitorado, mas ocupam apenas 15% das vagas na Câmara Federal, por exemplo. Fácil não é, mas se a gente não participar não fará as mudanças que acredita”, destaca.
*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1947 de 24 de Setembro de 2026.







