Infraestrutura, segurança e saneamento: os desafios de Jorginho Mello no 2º mandato

Reeleito com quase 69% dos votos e apoiado por forte bancada na Alesc, governador terá de destravar obras de infraestrutura e acelerar metas básicas até 2033.

Jorginho Mello, do Partido Liberal (PL), assumirá em janeiro de 2027 o segundo mandato como governador de Santa Catarina após a vitória em primeiro turno no domingo (4).

Aos 70 anos, o político catarinense tem o desafio de avançar em áreas prioritárias, como infraestrutura, segurança pública, combate à violência contra as mulheres e saneamento básico.

Eleito com 68,98% dos votos válidos (2.942.386), Mello derrotou Gelson Merisio (PSB), que conquistou 15,66% dos votos (668.021) e João Rodrigues (PSD), que alcançou 13,35% dos votos (569.263). E, para governar, ele também contará com uma bancada na Assembleia Legislativa amigável. Dos 40 deputados estaduais eleitos no domingo, 16 são do PL.

Com rodovias saturadas, o estado precisa de duplicações e manutenções constantes para escoar a produção local e ajudar a aumentar a economia catarinense, a qual é a mais competitiva do Brasil.

O problema atinge tanto o Oeste quanto o Litoral. E, para tentar resolver a situação na região litorânea, Mello aposta no projeto da Via Mar, oficialmente conhecido como Corredor Litorâneo Norte.

O aceno à infraestrutura do estado já foi feito na primeira entrevista coletiva após a eleição. Aos jornalistas, o catarinense citou o corredor litorâneo norte como prioridade e afirmou ainda que pretende realizar melhorias na BR-282, com o governo federal, e terminar a duplicação da BR-470.

O saneamento básico também é um dos desafios do governo de Santa Catarina para o próximo mandato. Atualmente, o estado tem apenas 35,9% de cobertura de coleta e tratamento de esgoto, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento, no entanto, determina que, até 2033, 90% da população catarinense tenha acesso a esses serviços.

Segurança

Tema diário do noticiário, a segurança pública e a violência contra as mulheres catarinenses são outros desafios para Mello. O estado tem a menor taxa de mortes violentas do Brasil, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, mas registrou 335 feminicídios — ou seja, assassinatos de mulheres em razão de gênero — entre 2020 e 2024.

Além disso, o estado registra índices expressivos de ameaças contra mulheres no cenário nacional. Santa Catarina também apresenta a maior taxa de registros de crimes de racismo do país.

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