
O cálculo dentário é a doença mais comum da cavidade oral em cães e gatos. Inicia-se na forma de uma fina camada (placa bacteriana) que, quando mineralizada, transforma-se em tártaro por acúmulo de minerais oriundos da saliva.
O mau hálito e a perda dos dentes são os sintomas mais aparentes. Também são observados outros sinais, tais como: gengivite, hemorragia gengival, perda óssea, retração gengival e fístulas oronasais.
As infecções geradas na gengiva – local repleto de vasos sanguíneos – acabam sendo levadas por meio do sangue para outros órgãos, que por consequência afetam o sistema nervoso (meningite), o coração (endocardite), as articulações (artrite) e os pulmões (bronquite, fibrose pulmonar).
O tratamento é realizado através de raspagem da superfície do dente com instrumentos manuais e auxílio de ultrassom dentário. Posteriormente, é feito polimento para deixar a superfície do dente lisa, o que acaba removendo a placa bacteriana remanescente. Este procedimento deve feito por um médico veterinário, sendo que o animal deve ser submetido à anestesia geral.
Já existe no mercado pet, produtos que ajudam a prevenir e evitar o acúmulo de placa bacteriana e seu depósito na forma de tártaro. Esses produtos são vendidos na forma de pasta ou gel, e devem ser aplicados diariamente nos dentes. Não é recomendado o uso de pastas de dentes de uso humano, por conta do alto teor de flúor. Esta substância pode causar intoxicação aguda, haja vista que o animal ingere o creme dental e não o elimina com água após a escovação.
A melhor forma de prevenção do tártaro é a escovação diária dos dentes, procedimento este que deve ser iniciado nos primeiros meses de vida do animal. Outro meio prático de auxiliar, é o fornecimento de ossinhos artificiais, biscoitos, e até mesmo rações especiais que ajudam a evitar o acúmulo de placa bacteriana.
Pelo menos uma vez ao ano o cão ou gato deve ser submetido à avaliação do médico veterinário, cujo profissional indicará qual é o tratamento mais indicado.
Por: Vanessa Barcarolo
Médica Veterinária – CRMV-SC 5411
*Coluna publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1474 de 13 de abril de 2017.


