O desenho como forma de expressão pessoal

Aluna do nono ano da Escola Santa Julia Billiart revela talento descoberto aos seis anos de idade.

Todas as formas de arte dão asas a nossa imaginação e exploram a criatividade. Uma dessas técnicas é o desenho, uma das mais antigas e mais acessíveis manifestações da arte e da linguagem. O desenhista passa para o papel imagens e criações da sua imaginação, fruto da sua criatividade. É constituído por linhas, pontos e formas.

Há várias maneiras de fazer desenhos com os mais diversificados materiais. A aluna Evelin Padilha Dias, de 15 anos de idade, do nono ano da Escola Municipal Santa Julia Billiart, é um talento que vem se revelando na arte do desenho no âmbito da escola e mais recentemente na participação de concursos como Cidade Limpa conquistando o primeiro lugar e sobre a inclusão da terceira idade, promovido pela BRF, conquistando a segunda colocação.

Com traços firmes, a maioria dos desenhos são criados por Evelin com o lápis 6 b. Em poucos minutos a nossa artista cria imagens belíssimas, que segundo ela, expressam seus sentimentos. “Eu vejo o desenho com uma forma de expressão, se estou sentindo algo bom eu vou lá e desenho, se eu sentindo algum ruim vou lá e desenho. São sentimentos, porque tudo que a gente faz, o objetivo é sentir, como comprar algo, fazer alguma atividade. Eu uso um pouco de tudo para desenhar, materiais simples, como caneta, lápis normal e lápis 6 b”.

Um talento descoberto aos seis anos de idade, que foi evoluindo ao longo dos anos. “É uma coisa que foi acontecendo, eu sempre desenhei e fui evoluindo com o tempo. Eu comecei com 6 anos de idade e na medida que fui praticando, meus desenhos foram evoluindo. Sempre que me pediam, por exemplo, na pré-escola, que eu desenhasse uma casa, eu queria ir mais além, expandir ” contou.

Ao longo da história da arte, o desenho foi utilizado com diferentes funções. Até o Renascimento, o desenho era considerado um esboço, após esse período ganhou o status de obra pronta.
A preferência de Evelin é desenhar imagens de pessoas. “As pessoas são uma incógnita, você vê o rosto, mas nunca sabe o que se passa por dentro. Gosto de mostrar o lado de fora e deixar meio obscuro a parte de dentro”.

A arte do desenho além de desenvolver a criatividade e imaginação, proporciona autoconfiança, amplia a bagagem cultural, facilita o processo de sociabilidade e ainda possibilita a lucratividade, pois existem mais de trinta profissões ligadas direta ou indiretamente ao Desenho e à Arte em geral.

Evelin ainda não sabe se vai explorar profissionalmente seu talento, mas por enquanto é um hobby prazeroso, uma forma de ver a vida e as pessoas, que ela pretende cultivar e aperfeiçoar. “Às vezes eu penso em transformar em profissão, trabalhar em um ramo que ocupe o desenho, mas ainda é cedo, eu não tenho certeza. Ou apenas um hobby ou quem sabe ainda trabalhar com decoração minimalista”.

O uso do minimalismo na decoração tem como característica a praticidade e funcionalidade no espaço. Quem aprecia uma decoração minimalista vê na sua casa um oásis de tranquilidade, um verdadeiro refúgio do caos e confusão que marcam o mundo lá fora.

Ao círculo social mais restrito, como amigos e familiares, Evelin já atende pedidos e mostra do que é capaz com um lápis ou uma caneta nas mãos. Seus ídolos estão presentes em grande parte de suas imagens.

*Reportagem publicada no Jornal “O Celeiro”, Edição 1507 de 30 de novembro de 2017.

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