Presidente da Coocam lembra que é a 1ª vez que a agricultura enfrenta uma crise oriunda de uma doença humana

 

João Carlos Di Domenico

O coronavírus é uma novidade, já que os problemas enfrentados no agronegócio sempre estiveram veiculados as condições climáticas e políticas econômicas do país.

Mesmo com a pandemia do Coronavírus, a Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam) – assim como os demais que atuam nos setores das atividades essenciais – continua trabalhando para não parar a produção de algo essencial neste momento – o alimento. A época é de colheita da safra 2019/2020, outro motivo para a cooperativa continuar suas atividades e desta maneira, contribuir com o desenvolvimento do Brasil e do mundo. A Coocam atua no setor de grãos, com suporte desde o plantio até a colheita; transporte, com logística para todos os filiados da BRF, parceira da cooperativa e com a Fábrica de Ração, produzindo ração para suínos.

Cumprindo todos os protocolos de segurança junto aos colaboradores, a Coocam segue as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Ministério da Saúde, Secretaria de Saúde do Estado e dos Municípios onde atua, para assim, evitar que a doença se espalhe. Atenta aos principais cuidados, a cooperativa está sempre repassando as informações necessárias para o bem estar de todos aqueles que precisam continuar trabalhando.

O presidente da Coocam, João Carlos Di Domenico lembra que é a primeira vez que a agricultura enfrenta uma crise devido a uma doença humana. O coronavírus é uma novidade, já que os problemas enfrentados no agronegócio sempre estiveram veiculados as condições climáticas e políticas econômicas do país. “A globalização nos trouxe conquistas, mas junto vieram imensos desafios, por exemplo, facilitou para que as pessoas possam viajar pelo mundo, mas abre caminhos para a propagação dos vírus e bactérias”, cometa João Carlos.

De acordo com o presidente da Coocam, a instabilidade tomou conta do mercado mundial, com as bolsas de valores despencando e as incertezas tomando conta do mundo globalizado. Se referindo sobre comercialização da safra, ele comenta que os produtores do Brasil ainda conseguem preços bons na venda dos grãos, devido a desvalorização da moeda brasileira, porém, isso tudo que o mundo está vivendo, vai refletir negativamente na compra dos insumos para o plantio da próxima safra. “No momento está difícil de fazer uma análise certa dos negócios, sem dados confiáveis para formular um preço para o futuro, por isso, o produtor precisa estar atento quanto aos custos comercializado neste momento, para garantir uma boa negociação”, comenta.

Para o presidente da Coocam, a falta de liberdade e mudanças de costumes é outro grande desafio para as pessoas, portanto, é necessário aprender conviver com isso. “Isso é um grande problema para o ser humano, especialmente aos brasileiros que sempre afetuosos, valorizam o contato pessoal entre as pessoas”, disse ele acrescentando que será necessário enfrentar o vírus, com as armas que temos para sobreviver, “afinal o ser humano nasceu para ser longevo e feliz e precisamos buscar isso”.

*INFORMAÇÕES: COMUNICAÇÃO/COOCAM

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