A consultora de moda trará mais novidades, mais auto estima e mais dicas práticas para o dia a dia.
“A roupa não é só cartão de visita, é carta aberta para ser lida até por analfabetos”. Esta frase atribuída a Carlos Drummond de Andrade faz sentido para você? Para a consultora de moda Yasmim Sharaf El Deen faz todo o sentido, porque como ela diz, “nossa vestimenta é uma forma de comunicação, e a imagem tem poder”. Portanto, vestir-se bem vai além de acompanhar modismos, é uma forma de expressar quem você é.
Formada em Moda, Yasmin dividirá um pouco do seu conhecimento para ajudar você, leitor, a entender este universo e a se revestir de si mesmo. Em parceria com a já conhecida Ana Kantovick, Yasmin integrará a equipe de colunistas do jornal O Celeiro trazendo dicas, referências, novidades e muita auto estima. Vamos então conhecer uma pouquinho mais sobre ela.
De descendência egípcia, Yasmin é apaixonada por moda desde pequena. Dona de uma personalidade forte, quando criança ela já sabia muito bem os looks que queria usar e a avó ajudava a construir os vestidinhos que ela desenhava. Suas primeiras modelos foram as bonecas. Com o passar dos anos a mãe, as irmãs e as amigas aproveitavam o dom natural de Yasmin para ajudá-las a compor os looks. Tudo começou como um hobby, por isso Yasmin levou um tempinho para se dedicar ao que amava. Antes disso ela tentou muitos outros caminhos. Cursou alguns semestres da faculdade de direito e depois tentou a faculdade de comércio exterior. Mas não chegou a concluir nenhum dos cursos. “Foi difícil no início, as pessoas esperam que a gente seja médico ou advogado. Mas eu não me via realizada nas minhas escolhas”, admite.
Após tantas tentativas, ela decidiu ouvir o coração e optou pela faculdade de moda. Hoje ela também é especialista em marketing e vendas, uma área importante já que durante muito tempo ela também foi empresária neste mesmo ramo. “Eu sempre trabalhei com loja de roupas. Então eu decidi que iria fazer o que eu amo. Eu me encontrei na moda. No início era tão natural que eu nem via muito como profissão”, afirma. Com o talento que tinha ela se tornou uma consultora de moda antes mesmo da graduação. “Quando eu vendia roupa eu já prestava uma consultoria pra as pessoas. Elas gostavam e indicavam o meu serviço para outras pessoas”, complementa.
Yasmin relembra que ainda criança já entendia a importância de conhecer seu próprio estilo. “Eu escolhia o tecido e o modelo dos meus vestidos e dava para a minha vó costurar. Eles sempre eram rodados, sempre com a mesma modelagem. É uma lembrança muito boa que eu tenho, eu amava meus vestidos. Ela fazia bem do que jeito que eu queria. Era uma peça que remetia a minha personalidade, desde criança eu tinha esta noção. Mesmo que inconsciente a gente se expressa pela roupa”, explica.
Com 15 anos de experiência nesta área, ela chega ao jornal com o objetivo de abordar o assunto de forma clara e direta, mostrando o lugar e as consequências de nossas escolhas. “De forma inconsciente nós nos expressamos. O cabelo, a roupas, e as cores que usamos comunicam uma mensagem. Se ver no espelho e gostar do que vê é muito bom. A moda é importante, profunda e imprescindível. As pessoas devem querer que os outros a vejam como ela é. Nossa vestimenta é nosso cartão de visita. Ela reflete quem somos por dentro. A leitura do outro é inconsciente e passa despercebida. Moda é a semiótica do ser humano”, argumenta.
Ela está ansiosa para este novo desafio como colunista de moda do jornal O Celeiro e garante que vai fazer o possível para ajudar os leitores a encontrar sua melhor versão. “Quero ajudar as pessoas a se encontrarem. Os leitores podem esperar muita novidade, atrevimento, autoestima, auto imagem e autoconhecimento na vestimenta. Mais do que seguir tendências, precisamos nos sentir bem com o que vestimos e com o que vemos. Para se vestir bem é preciso apenas descobrir o que gostamos”, conclui. A primeira coluna de Yasmin, está programada para a primeira edição de outubro, na quinta-feira (07), o conteúdo é reproduzido também no portal.
*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1694 de 16 de setembro de 2021.









