O Poder Legislativo recebeu da Administração Municipal o projeto de para atualização da Lei de Resíduos Sólidos do município, informação que foi apresentada em audiência pública na Câmara de Vereadores. Entres muitas coisas, a lei tratará de algumas situações que vão mexer com o bolso dos camponovenses, entre elas o reajuste no valor da coleta do lixo. Se aprovada, será que pagaremos um valor maior?
O secretário de Planejamento, Vilmar Antônio Ferrão, concedeu entrevista na rádio Simpatia na tarde desta sexta-feira (8) e explicou as adequações que possivelmente ocorrerão.
Antes de entrar na questão de valores, o secretário explicou o motivo que os levou a propor a alteração na lei. “Estamos trabalhando num programa de desenvolvimento sustentável, o Campos Novos Sustentável. Há vários projetos que estão inseridos nesta programação, que incluem a Central de Compostagem, os ecopontos de entrega voluntária, etc. Nós temos a Lei dos Resíduos Sólidos desde 2013, estamos adequando o município dentro de legislações federais. Temos que fazer com que esse serviço se torne economicamente sustentável sob pena de renúncia fiscal.
Segundo ele, a lei “irá despertar nas pessoas a conscientização para que elas comecem a colaborar com o meio ambiente. Separar os resíduos é o grande desafio ao lixo urbano. A partir do ano que vem vamos implantar a coleta seletiva porta a porta”. Atualmente o município gasta cerca de R$ 1,7 milhão com este serviço. “Estamos criando mecanismo de economia e sustentabilidade”, afirmou.
Que adequações serão feitas? E afinal vamos pagar mais caro? Bem, a primeira delas será a mudança na forma de cobrança. Hoje a cobrança é feita dentro do IPTU. Se aprovada a proposta da Administração a tarifa será cobrada dentro da conta de água. A tarifa será de acordo com a quantidade de lixo que é gerada. Quanto aos valores ele diz que “não vai haver uma grande mudança”. Citando um exemplo ele demonstra como será o processo: O contribuinte ‘A’ tem a coleta duas vezes por semana, hoje ele paga R$ 6,00 por mês. A partir de 2022 ele pagará cerca de R$ 8,75 por mês. O valor a ser cobrado dependerá da frequência que o carro de lixo passa”.
Com as medidas que estão sendo tomadas, o secretário diz que a Administração já conseguiu ver a economia acontecendo. “O nosso estudo para 2021 era gastar R$ 2,7 milhões por mês. Com o programa conseguimos desviar do aterro 70 toneladas de lixo, 30 referente ao Centro de Compostagem e o restante vem dos agentes ambientais. Este ano temos a previsão de fechar em R$ 2,4 milhões, gerando uma economia de R$ 300 mil. Nossa ideia é que todos paguem pouco, mas que todos paguem pelo serviço que está sendo cobrado. Queremos diminuir a quantidade de lixo que produzimos”, finalizou o secretário.







