Entre um dos mais cobiçados prêmios, o profissional já foi consagrado com o prêmio ExxonMobil de Jornalismo.
Prêmio Esso de Jornalismo com o trabalho Mestre com Carinho, em 2011; Prêmio de Comunicação do TRT-SC, em 2015; Prêmio de Jornalismo do Grupo RBS etapa local, Categoria Inovação e Jornalismo Online, em 2015; Prêmio Internacional Roche de Jornalismo em Saúde, em 2016; Prêmio Estácio Jornalismo sobre o ensino superior, em 2017. Estes foram alguns dos grandes resultados obtidos pelo trabalho dedicado do publicitário Arivaldo Hermes, natural de Abdon Batista. Premiações regionais, nacionais e internacionais consagram sua carreira.
Saindo da sua cidade natal aos 19 anos, seu sotaque e dialetos da região foram percebidos pelos colegas que logo passaram a chamá-lo de ‘Tchô’, e assim ele ficou conhecido no meio profissional. Tchô conta o início desta história de sucesso e como foi conquistar tantos prêmios ao longo da carreira.
Após concluir o ensino médio em Abdon Batista, o jovem mudou-se para Blumenau com o objetivo de estudar e buscar uma profissão. Sem muita experiência, neste primeiro momento, Tcho se sentiu inseguro ao dar este importante passo. “Para mim foi difícil essa mudança, pois eu morava em lugar pequeno agrícola, eu trabalhava na roça ajudando meus pais”, conta.
Seu primeiro emprego abriu as portas para um mundo desconhecido, mas apaixonante, o direcionando para seguir uma carreira profissional. Ele relata como tudo aconteceu. “Após algumas semanas da minha mudança para Blumenau meu tio me indicou para uma vaga no Jornal de Santa Catarina. Em 1994 eu comecei na expedição, encartando jornal. Depois eu fui promovido para outros setores, como montagem de fotolito. Dois anos depois eu passei a fazer tratamento de imagem nas fotos. Fiquei durante dez anos neste setor, para então ser promovido para a redação do jornal. Eu fui me apaixonado pelo jornal, pois todo dia era uma coisa nova. Enquanto eu trabalhava com foto, me surgiu a vontade de cursar Publicidade e Propaganda que me permitiu atuar na área de designer editorial, ou seja, a parte visual do jornal”, explicou.
Rodeado por profissionais esforçados, ele viu alguns dos colegas participando de premiações do jornalismo, e mesmo recebendo incentivo para inscrever seus trabalhos, Tchô ainda não se sentia preparado. “O jornal tinha uma equipe boa que produzia bons materiais. Eu vi alguns colegas sendo premiados. Pensava que aquilo era distante de mim, e me sentia inferior, não acreditando no meu potencial”. A descrença em si não durou muito tempo. Percebendo seu potencial, ele concluiu que também seria capaz de ir mais longe. “Eu me interessei ainda mais em produzir belas páginas nos jornais. Em 2008 eu ganhei meu primeiro prêmio local. Ao receber o prêmio eu senti que eu também podia. Não eram apenas as pessoas que estiveram em grandes universidades e que estudaram em bons colégios, eu também era capaz. Foi ali que ganhei mais confiança”, orgulha-se ao lembrar.
Desde então, o trabalho e as conquistas aumentaram. Em 2011 veio o tão sonhado prêmio Esso (hoje Prêmio ExxonMobil de Jornalismo). Esta premiação é considerada uma das mais importantes na área do jornalismo nacional. Seu trabalho também foi reconhecido internacionalmente ao ganhar o Prêmio Roche de jornalismo. Apesar da grande alegria, ele se mostra humilde ao falar de suas conquistas. “A sensação é de orgulho e gratidão. Depois ganhei outros prêmios. Foram experiências maravilhosas. Não é pelo ego, é saber que um trabalho bem feito nos deixa realizados e feliz. Fizemos um trabalho com muitas pessoas humildes. É bom ouvir as histórias e poder contribuir com a vida das pessoas. Ficamos muito felizes com o resultado do trabalho”, diz.
Como publicitário e especialista em design editorial, Thô analisa a diagramação de uma página de forma muito técnica entendendo que a disposição das imagens atua no inconsciente do leitor. Ele destaca a imagem e a informação jornalística como essenciais uma a outra. “Não adianta um bom design que faça belas páginas se não houver um bom texto. Também não adianta um ótimo texto com uma imagem visual ruim. A parte visual precisa estar bem distribuída para que seja agradável aos olhos do leitor”, explica. Foi este conhecimento que fez com que o profissional idealizasse projetos infográficos dinâmicos e criativos merecedores dos melhores prêmios.
Após uma longa temporada nas redações jornalísticas, hoje Tchô trabalha numa multinacional alemã especialista em rótulos. “Eu cuido da parte visual de estilos de marcas na engenharia de produto”, diz, completando que paralelamente ainda faz trabalhos de diagramação de revistas e projetos gráficos de jornais. Com a agenda cheia, o abdonense confirma que este resultado se deve ao nome que conquistou, ganhando o respeito e confiança de quem conhece seu trabalho. Ele conclui a entrevista dando um conselho para quem está começando. “Não importa de onde você veio, tudo é possível, basta acreditar e dar um passinho de cada vez e nunca desistir”. Para conhecer seu trabalho acesse o site www.tcho.com.br
*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1724 de 14 de abril de 2022.





