Agosto Dourado: Enfermeira dá dicas para uma amamentação de sucesso

A profissional que atua na Obstetrícia é Consultora de Amamentação e já ajudou centenas de mamães de Campos Novos e região.

A rotina de uma mulher muda radicalmente quando se torna mãe, e a palavra “doação” talvez ganhe um significado todo especial para a sua vida. Afinal, são horas e horas dedicadas a um serzinho que acaba de chegar ao mundo, que requer todos os cuidados possíveis para o seu desenvolvimento. Todavia, todo aquele sono acumulado, dores no corpo e inchaços são superados diante do prazer de carregar o próprio filho no colo, dar banho, amamentar.

Por estas e por outras é que a amamentação é considerada mais do que um ato materno, é tido como um gesto de amor. Devido à esta importância, o aleitamento materno ganhou um mês dedicado a ele: o Agosto Dourado. A Campanha foi criada em 1992 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), e reconhece a importância da amamentação para o pleno desenvolvimento das crianças.

O leite materno é considerado o alimento mais completo para os bebês, sacia a fome, contribui para a melhora nutricional, reduz a chance de obesidade, hipertensão e diabetes, diminui os riscos de infecções e alergias, além de provocar um efeito positivo na inteligência e no vínculo entre mãe e bebê. Também é repleto de anticorpos, fundamentais para a saúde e a resistência do bebê às doenças, por isso é fundamental que a criança o receba como única fonte de alimento até os seis meses.

Jaqueline Vicente, Enfermeira Obstetra
e Consultora de Amamentação

Mas e a prática da amamentação, é um processo simples? Há um limite de idade para a amamentação? Quais são os desafios? Para responder estas e outras perguntas, entrevistamos a Enfermeira Obstetra e Consultora de Amamentação, Jaqueline Vicente, que nos dará dicas de uma amamentação de sucesso.

Por que o Aleitamento Materno é tão importante para a mãe e filho?

É importante as questões que o leite materno pode nos proporcionar, ele vai auxiliar no desenvolvimento de diversos sistemas de nosso recém-nascido, sendo eles: imunológico, neurológico (menos risco de TDAH) e metabólico (obesidade, protege o coração e de anemia). Para as mães também são inúmeros os benefícios, sendo eles: a recuperação no parto (tanto vaginal quanto na cesárea) diminuindo risco de uma hemorragia, e depois vai auxiliar diminuindo no risco de diabetes, osteoporose, câncer de mama e útero e por fim auxiliando na perda de peso. E o principal aumenta o vínculo afetivo entre mãe e bebê.

A mãe deve se alimentar de forma diferente enquanto estiver amamentando?

O quanto mais saudável seja a alimentação vai ser melhor, independente da fase que ela se encontre,desde a gestação e durante o pós parto na amamentação; procurar evitar coisas ácidas, como limão, laranja e abacaxi, mas o restante se mantém tudo normal. Outra coisa importante é que não está liberada bebida alcoólica e uso de drogas.

O leite materno é o suficiente para a alimentação do bebê até qual idade?

É importante ressaltar que o aleitamento materno exclusivo deve ser preconizado até os seis meses de idade do bebê, até este período será o leite materno e o uso de medicações caso o bebê fazer uso. O aleitamento por si só, recomenda-se que seja realizado até dois anos de idade da criança, porém podendo se estender. Outra coisa importante ressaltarmos, que a amamentação deve ser em livre demanda, ou seja, não preconizar e não padronizar horários, a hora que o bebê solicitar o alimento, deve ser ofertado. Com o passar do tempo, contudo, vai se criando uma rotina do bebê durante a amamentação em relação aos horários.

Qual é a dica para as mães que sentem dificuldade na amamentação?

Mamães, persistam na amamentação, são inúmeros os desafios, porém todos eles têm solução, por isso busque uma rede de apoio com profissionais qualificados, amamentar é muito mais do que um ato de amor, em volta disso, a gente tem a nutrição do bebê e a construção de um novo ser. Então incentive esta história de amor, amamente e incentive o aleitamento materno.

*Reportagem publicada no Jornal ‘O Celeiro’, Edição 1742 de 18 de agosto de 2022.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornal Celeiro
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.