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A onda de demissão silenciosa

Está cada dia mais evidente que as relações de trabalho estão muitos diferentes se tomarmos como base o momento “antes da pandemia”.

O que era para ter voltado ao normal após o período de home office imposto por aquele ser invisível, o vírus da Covid, acredite, voltou a ao anormal.

Muitas coisas, comportamentos e relações de trabalho estão anormais, ou, pelo menos, diferentes do que era antes. A perda de pessoas queridas e familiares, o medo da morte, o período de incertezas que a humanidade vive, levou algumas pessoas a repensarem suas vidas.

A busca pela “vida plena”, com paz de espirito, tranquilidade e intensidade de momentos e relacionamentos trouxe uma reflexão: “o que realmente vale a pena?”

Em função de tal reflexão, alguns profissionais não querem mais o trabalho intenso que tinham antes. A Síndrome do Impostor que o momento despertou, intensificou a síndrome de Burnout e o que já era desafiador para empresas se tornou o pior dos problemas: a falta de mão de obra.

A titulo de esclarecimento e para diferenciar: síndrome de Burnout é uma doença reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) que tem a ver com a exaustão no trabalho, enquanto a Síndrome do Impostor, tem a ver com a percepção do trabalhador, que acredita que não tem conhecimento suficiente e é um impostor, uma fraude em seu trabalho; diferente ainda daquela Síndrome de Narciso, do profissional com ego inflado, que acredita que somente ele tem capacidade de fazer aquela função.

Muitas pessoas em busca da felicidade plena se negam às condições de trabalho oferecidas pelas empresas e muitas delas, sem condições de oferecer flexibilidade perdem profissionais e não conseguem preencher as vagas que possuem.

A demissão silenciosa é um resultado de tudo isso. Algumas pessoas, em silencio, estão fazendo o mínimo possível no trabalho com o argumento de que não sabem se vão acordar vivas amanhã. Por outro lado, consomem produtos que, para produzi-los e entrega-los, demandam de mão de obra. Ou seja, “Eu quero ficar livre e feliz consumindo produtos, mas não quero produzir, embalar e vender esses produtos”. Quem vai fazer isso? Para que alguém possa consumir, é necessário que outro possa produzir, embalar e entregar.

Se por um lado, tem a situação de que é importante manter o equilíbrio, sem o esgotamento do trabalho e que pessoas felizes e equilibradas produzem mais, por outro lado é importante que as empresas revejam como estão oferecendo isso para não perder seus profissionais.

o fundo, tudo é sobre comportamentos humanos. Estudar, entender e melhorar os comportamentos humanos é, talvez, a grande chave para enfrentar esse momento que a humanidade vive.

Por: Magna Regina

Coach Empresarial, Empreendedora e Presidente do Instituto Humaniza
Contato: (54) 9977-2062

*Coluna ‘Pessoas & Empresas’, publicada no Jornal ‘O Celeiro’, Edição 1745 de 08 de setembro de 2022.

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