MAIO AMARELO: Importância da Consciência no Trânsito

Subtenente Oliveira fala sobre os problemas e a conscientização realizada em Campos Novos.

Durante o mês de maio, a cor amarela ganha destaque nas ruas e nas redes sociais, simbolizando um apelo à segurança no trânsito.

Em entrevista concedida ao jornal O Celeiro, o Subtenente Oliveira, da 3ª Companhia de Polícia Militar de Campos Novos falou sobre a Campanha Maio Amarelo e a importância da conscientização para a redução dos sinistros de trânsito.

O Maio Amarelo é um movimento internacional que visa chamar a atenção da sociedade para o elevado índice de mortes e feridos no trânsito. A proposta é envolver toda a população, empresas, governos e entidades em ações que promovam um trânsito mais seguro, incentivando comportamentos respeitosos e responsáveis nas vias.

A conscientização é vista como essencial, especialmente em Campos Novos e região. De acordo com dados apresentados, em 2024 foram registrados 154 sinistros no perímetro urbano do município, números semelhantes aos de 2023. Embora a maioria dos acidentes tenha resultado apenas em danos materiais, 41% dos casos envolveram feridos.

Enquanto os sinistros nas áreas urbanas têm, em sua maioria, consequências menores, as ocorrências nas rodovias BR-282 e BR-470 costumam ser mais graves, muitas vezes resultando em óbitos.

A principal causa dos acidentes urbanos, segundo o Subtenente, é o desrespeito à sinalização, especialmente às placas de “PARE”, responsável por cerca de 80% dos sinistros. Esses dados reforçam a relevância da campanha, que este ano ainda aguarda o tema oficial, mas que tradicionalmente foca em iniciativas educativas para fomentar a segurança viária.

A Polícia Militar desempenha um papel ativo no Maio Amarelo, mas o Subtenente Oliveira lembra que a campanha é um esforço conjunto de toda a sociedade.

“Estamos à disposição para parcerias e ações conjuntas, como palestras, oficinas educativas e campanhas em redes sociais, durante o mês, a 3ª Companhia intensificará as blitz de trânsito para orientar motoristas e retirar de circulação veículos e condutores irregulares, numa ação que visa proteger tanto quem dirige corretamente quanto toda a coletividade”.

O objetivo é atingir condutores, motociclistas, pedestres, ciclistas, crianças e adolescentes para formar uma cultura de respeito às regras de trânsito desde cedo, especialmente entre crianças e jovens, que influenciam o comportamento dos adultos.

Mais do que falhas mecânicas ou condições climáticas, o comportamento humano é o principal fator para os acidentes. Entre as mensagens que a 3ª Companhia deseja transmitir estão o respeito à vida, às leis, a importância do uso do cinto de segurança e da cadeirinha para crianças, o perigo da combinação de álcool e direção, e a necessidade de atenção plena ao dirigir.

  • A participação da comunidade é considerada essencial.
  • A adesão a palestras, blitzes educativas e eventos, bem como a disseminação de mensagens de segurança nas redes sociais.
  • O uso da fita amarela, símbolo da campanha, e o apoio a iniciativas locais também foram apontados como formas de contribuir.
  • Entre os principais desafios enfrentados na implementação das campanhas, ele destaca a imprudência, a sensação de impunidade, a falta de efetivo policial e o desinteresse de parte da população.

Ao final da entrevista, o Subtenente Oliveira deixou uma mensagem de reflexão: “No trânsito, cada escolha salva uma vida, inclusive a sua, ruas e estradas devem ser espaços de convivência, não de disputa, atitudes como respeito às leis, uso de equipamentos de segurança e gentileza ao volante são gestos de amor à vida. Segurança no trânsito não é sorte, é responsabilidade”, concluiu.

CAMPANHA

O tema do Maio Amarelo 2025: Mobilidade Humana, Responsabilidade Humana e aborda a questão de que cada vez mais temos falado sobre “Mobilidade Humana” ao invés de “Mobilidade Urbana”, considerando que os deslocamentos são feitos, majoritariamente por pessoas.

A verdadeira mobilidade humana se constrói quando todos se sentem seguros e respeitados.

*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1878 de 15 de maio de 2025.

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