OAB/SC vai à justiça contra plataformas digitais usadas no golpe do falso advogado

Conselho Pleno da instituição aprovou a judicialização, avançando em medidas da campanha Contragolpe da Ordem, criada para combater o crime.

A OAB Santa Catarina ingressará com ação civil pública (ACP) contra plataformas digitais de telefonia e rede social que vêm sendo utilizadas para o chamado golpe do falso advogado. A medida integra a campanha Contragolpe da Ordem, dessa vez com a OAB/SC judicializando providências efetivas na proteção da cidadania e da advocacia catarinense.

O fundamento é de que as fraudes digitais, baseadas em informações verdadeiras das vítimas e em falhas de segurança tecnológica, não configuram culpa exclusiva do consumidor, mas sim risco inerente à atividade empresarial. O objetivo da ação judicial é exigir que as empresas de telefonia e plataformas digitais garantam a segurança dos usuários, apresentando medidas eficazes contra golpes digitais.

“Recebemos relatos todos os dias de colegas e cidadãos sendo vítimas de golpes que usam o nome da advocacia catarinense e de advogados de todo o país. Não podemos admitir que essas práticas continuem se alastrando”, afirma o presidente da OAB/SC, Juliano Mandelli. “Temos atuado em todas as frentes, com resultados importantes. Mas está claro: as empresas também precisam ser responsabilizadas por garantir a segurança dos seus usuários”, complementa o dirigente.

A decisão do Conselho Pleno foi baseada em parecer relatado pela conselheira estadual Caroline Schneider, que contou com estudo técnico elaborado pelas Comissões de Direito do Consumidor e de Direito Digital da OAB/SC, acompanhadas pelo coordenador-geral das Comissões, Douglas Dalmonte. A iniciativa soma-se às ações da campanha Contragolpe da Ordem, movimento de enfrentamento aos golpes do falso advogado, que têm causado prejuízos significativos à cidadania e à advocacia em todo o Brasil.

Segundo a conselheira, os estudos das comissões demonstram a importância da atuação no combate a esses crimes — como ocorreu na Operação Lex Falsa, conduzida pela OAB/SC em cooperação com a Polícia Civil e o Tribunal de Justiça, que resultou em dezenas de prisões e mandados de busca em vários estados. “Mesmo com esses avanços, as fraudes persistem, o que torna imprescindível a propositura da ação civil pública também contra plataformas digitais e operadoras de comunicação”, destaca Caroline.

“O relatório evidencia que o golpe do falso advogado não compromete apenas consumidores individualmente, mas também a própria credibilidade institucional do sistema de justiça, exigindo resposta coordenada das instituições. É imprescindível o avanço de medidas judiciais e legislativas voltadas à proteção dos consumidores diante da vulnerabilidade estrutural que enfrentam no ambiente digital”, destaca o presidente da Comissão de Direito do Consumidor, Alisson Luiz Micoski. O presidente da Comissão de Direito Digital, Thiago Martinelli Veiga, lembra que é necessário aperfeiçoar a tecnologia a serviço do combate ao crime. “Essa é uma preocupação nossa para tentar estancar essa sangria que tem se proliferado, em especial, nas empresas de telefonia”, afirma.

*INFO: REDE CATARINENSE DE NOTÍCIAS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornal Celeiro
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.