Cooperativismo catarinense está realizando encontros regionais para discutir iniciativas de liderança.
A Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) está realizando, ao longo deste fim de ano, uma série de Encontros Regionais para discutir a representatividade do cooperativismo e os desafios enfrentados pelo agronegócio no Estado.
A iniciativa busca aproximar produtores, lideranças e associados para reforçar pautas comuns e ampliar a defesa do setor nos próximos anos.
O presidente da Ocesc, Vanir Zanatta, que esteve em Campos Novos, destacou que o agronegócio catarinense atravessa um período de dificuldades, especialmente nas cadeias do arroz e do leite. Ele também mencionou preocupações recentes envolvendo questões ambientais e importações, que vêm impactando a rotina dos produtores. Mesmo diante do cenário, reforçou que o setor segue mobilizado.
Ao todo os oito encontros acontecerão em diferentes regiões do Estado, começando por Chapecó e passando por Campos Novos, Lages, Criciúma, Florianópolis, Blumenau, São Bento do Sul e Joinville.
A proposta é envolver cooperativas de todos os ramos, e não apenas do agronegócio, considerando que o sistema reúne cerca de 4,7 milhões de associados em Santa Catarina.
Segundo Zanatta, a intenção é incentivar a escolha de representantes comprometidos com as pautas do cooperativismo, tanto no âmbito estadual quanto federal.
POSICIONAMENTO
O cooperativista lembrou que 2025 foi declarado pela ONU como o segundo Ano Internacional das Cooperativas, sendo o primeiro em 2012. Para ele, o reconhecimento evidencia o papel das cooperativas no desenvolvimento das comunidades, especialmente no interior, onde grande parte das ações e projetos é implementada.
O presidente também ressaltou que o cooperativismo catarinense ocupa posição de destaque no país, mas que sua continuidade depende de capacitação e engajamento permanente.
O sistema Ocesc e o Sescoop (Servico Nacional de Apredizagem do Cooperativismo), ampliaram programas destinados à formação de associados, jovens, mulheres e famílias, além de ações em escolas para estimular o associativismo desde cedo.
De acordo com Zanatta, fortalecer a organização comunitária e o envolvimento dos cooperados é fundamental para enfrentar gargalos históricos e garantir que o setor siga competitivo e bem representado.
“Precisamos começar a formar lideranças que busquem o que nós buscamos, que é representatividade, lutando e defendendo nossos interesses. Temos sim hoje pessoas que estão no ‘alto escalão’, e nos ajudam, mas acredito que isso precisa começar dentro das cooperativas. A liderança de alguem que vive e entende do nosso negócio, que é a céu aberto, é dim, fundamental para que possamos criar políticas públidas no apopio do homem do campo”.






