Mudar, na maioria das vezes, pode causar desconforto. É assim com tudo. Quem não se movimenta não se expande. A estagnação pode ser o caminho mais fácil, mas está longe de ser o ideal para alcançar o desenvolvimento.
Toda cidade que cresce muda e algumas mudanças podem ser impactantes. Não é só o trânsito, não é só a paisagem ou a rotina. A mudança envolve também as pessoas.
Em Campos Novos, esse movimento é visível e apresenta desafios que vão além das ações do poder público e da iniciativa privada. Um desses desafios está na forma como a cidade se adapta a essa nova realidade.
Com o aumento da atividade econômica, cresce também a demanda por mão de obra. E essa demanda ultrapassa os limites locais. Novas pessoas chegam, vindas de diferentes regiões do país e até de outros países, e passam a fazer parte do cotidiano da cidade.
Esse é um movimento comum em municípios que se desenvolvem, não é exclusividade de Campos Novos. Ainda assim, nem sempre é um processo simples. Toda mudança exige adaptação e, muitas vezes, vem acompanhada de estranhamento, tanto para quem chega quanto para quem já está aqui.
A cidade passa a ser compartilhada de uma forma diferente. Novos hábitos, novas culturas, novos rostos. E, junto com isso, a necessidade de convivência.
Campos Novos construiu sua história com base no trabalho, na força da comunidade e no desenvolvimento de suas vocações. Agora, vive um novo momento, em que o crescimento também é impulsionado por quem chega para contribuir com essa construção.
Mais do que receber, esse cenário exige algo que vai além da estrutura: exige maturidade social.
Crescer não é apenas expandir. É também aprender a conviver, a integrar e a reconhecer que o desenvolvimento de uma cidade é feito por todos que fazem parte dela , independentemente de onde vieram.
Por: Priscila Nascimento
Jornalista / Jornal O Celeiro
*Editorial publicado no Jornal O Celeiro, Edição 1925 de 23 de abril de 2026.


