Setembro é o mês de prevenção ao suicídio. Conhecido pela Campanha Setembro Amarelo – Valorização da Vida, o objetivo é sensibilizar a população sobre o entendimento do problema, prestar atenção aos sinais de alerta e saber como ajudar.
A psicologia chama atenção para o fato de que o suicídio afeta todas as sociedades e pode acometer qualquer indivíduo, em qualquer faixa etária, independentemente de cultura, religião ou situação econômica. O fenômeno deixa marcas na história da sociedade e história pessoal e familiar de inúmeras pessoas, sendo caracterizado um problema social e de relevância para saúde pública.
A editoria de saúde desta semana apresenta reportagem alertando para o crescente amento do número de casos de suicídios no Brasil, com estatísticas alarmantes até 2020. Por isso a importância da prevenção, já que as estatísticas também mostram que em 90% dos casos, o suicídio pode ser prevenido.
Esta prevenção é possível que seja realizada em diversos contextos, citando a valorização da vida dentro das famílias e o diálogo sobre a morte com os familiares. Deve-se incentivar ações que valorizem a vida em si. É preciso desmistificar o tema que ainda é tabu, motivo de vergonha ou de condenação, sinônimo de loucura, assunto proibido na conversa com filhos, pais, amigos e até mesmo com o terapeuta. Mas as estatísticas mostram que o suicídio precisa, sim, ser discutido.
Trata-se de um problema que vai muito além do sofrimento individual, é uma séria questão para a saúde pública.
E foi com o objetivo de escancarar este tema, deixado sempre no limbo das conversas, que o mês de setembro foi escolhido pela Associação Internacional de Prevenção do Suicídio para a campanha Setembro Amarelo, que visa alertar sobre a importância de ações de prevenção.
Quem tenta suicídio pede ajuda e é preciso que a sociedade esteja sensibilizada para isso.
*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1446 de 15 de setembro de 2016.


