A inspeção de produtos garante a segurança alimentar do consumidor

queijo 2 (1)No dia 13 de agosto a Regional da Cidasc de Campos Novos apreendeu uma carga de 330 kg de queijo clandestino na BR 470. A ação envolveu funcionários do Posto de Fiscalização da Cidasc da BR 470 e da Polícia Rodoviária Federal. É a terceira apreensão de queijo envolvendo caminhões do Rio Grande do Sul, transportando o produto sem inspeção e de maneira inadequada nas caixas externas dos caminhões nos últimos seis anos.

A notícia teve grande repercussão e gerou inclusive algumas críticas de internautas. Diante disso, a reportagem do Jornal O Celeiro procurou a coordenadora de pecuária da Regional da Cidasc, com sede em Campos Novos, médica veterinária Karen Sandrin Rossi, para falar sobre os procedimentos e necessidade da inspeção para a comercialização dos produtos de origem animal, que é prevista em lei.

Segundo a médica veterinária, qualquer produto de origem animal destinado à comercialização, tem que ter o selo de inspeção. “Qualquer produto de origem animal para poder ser comercializado, tem que passar por inspeção. Nesta inspeção se garante a qualidade e segurança alimentar para o consumidor, obedecendo uma série de regras de produção, armazenamento e transporte”, informou Karen.

Para este comércio, estão previstos três tipos de inspeção. Se os produtos forem comercializados somente no município, a inspeção e liberação da produção ocorrem por meio da Secretaria Municipal de Agricultura. Para comercialização interestadual, o procedimento é feito pela Cidasc e se a comercialização ocorrer também em outros estados, em nível federal e exportação, a inspeção e liberação é pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Karen Sandrin Rossi ressalta que embora o consumidor esteja mais sensibilizado para a importância da segurança alimentar, parte da população ainda incentiva a produção clandestina ao adquirir esses produtos. “Uma parte parece que ainda quer este produto clandestino, o que a gente não entende. O nosso trabalho é garantir a segurança alimentar e o cumprimento da legislação”, afirmou.

A médica veterinária alerta para o risco de contaminação no consumo de alimentos sem procedência, além do perigo de contrair doenças como tuberculose. “Então que essas pessoas imaginem seu filho de repente numa creche consumindo um produto assim, mal armazenado, sem origem e sem as mínimas condições de higiene, que pode causar uma contaminação alimentar, além do risco de doenças que podem ser transmitidas pelo alimento, zoonoses como tuberculose e brucelose. Será que as pessoas tem noção do perigo de consumir um produto sem origem?”, alertou Karen Sandrin Rossi.

Os 330 kg apreendidos no dia 13 de agosto, foram destinados ao aterro sanitário de Erval Velho.

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Jornal Celeiro
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