Filhos de agricultores buscam conhecimento para desenvolver as propriedades rurais.
É preciso ficar atento para os desafios que são evidenciados no sentido de estudar, entender e propor novas dinâmicas de trabalho e estratégias de desenvolvimento com a juventude rural diante de um mundo cada vez mais globalizado, complexo, exigente e seletivo.
Neste contexto, a Epagri implementou o projeto dedicado ao jovem rural denominado “Liderança, Gestão e Empreendedorismo com o Jovem Rural”, em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e forma nesta quinta-feira, 12, a terceira turma. A solenidade acontece no Centro de Treinamento – Cetrecampos de Campos Novos, onde foram desenvolvidas as alternâncias do curso, durante 10 meses com a participação de 26 jovens com idade entre 18 e 29 anos dos municípios de Celso Ramos, Brunópolis, Ibiam, Zortéa, Ouro, Herval D”Oeste, Jaborá e Treze Tílias, pertencente às regionais da Epagri de Campos Novos e Joaçaba.
Nesta manhã foram realizadas apresentaç dos trabalhos realizados com o grupo de jovens, depoimentos sobre os projetos, entrega de certificados, almoço de confraternização e avaliação do curso pelos pais.
O projeto “Liderança, Gestão e Empreendedorismo com o Jovem Rural” é desenvolvido em todo o estado por meio do Programa SC Rural. De acordo com a responsável pedagógica do projeto Ilda Trevisan, na região de Campos Novos, o principal objetivo é que os jovens se tornem protagonistas da sua própria história. “A gente quer torná-los protagonistas da sua própria história, para que eles se desenvolvam como seres humanos e que sejam felizes onde vivem, que tenham renda e permaneçam na propriedade.”, ressaltou.
O desafio da permanência do jovem na agricultura familiar, também foi citado por Ilda. “É um desafio muito grande e hoje o agricultor é igual a qualquer outra profissão, a pessoa vai ficar no meio rural se ela realmente gosta da atividade. Mas não adianta só gostar, ela tem que ser profissional, senão o agricultor não vai conseguir renda para se manter com dignidade no campo”, considerou.
Ao final do curso, cada jovem desenvolve um projeto que poderá ser aplicado em sua propriedade. Os projetos são apresentados e classificados, e alguns são escolhidos para receber apoio financeiro de R$ 10 mil para serem implantados. “Eles passarão por uma apresentação e classificação e os que atendem as condições necessárias e que tenham viabilidade econômica, social e ambiental, vão receber um recurso de até 10 mil reais a fundo perdido para colocar em prática este projeto”, concluiu a coordenadora.






