Liberdade sexual X Sexo seguro

editorialNesta semana a editoria de saúde do Jornal O Celeiro trata mais uma vez, do desafio no controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis – D.S.Ts. Mais uma vez também profissionais ligados à saúde voltam a alertar para o crescente aumento das D.S.Ts. no município, com especial atenção nesta reportagem aos casos de AIDS e sífilis.

A promiscuidade e é claro, a falta de responsabilidade na prática da relação sexual sem o uso de preservativo, estão entre os fatores de risco apontados. A preocupação é mais que válida, tendo em vista que quanto maior o número de parceiros sexuais, maior é o risco do contágio.

A precocidade com os adolescentes estão iniciando sua vida sexual tem confundido e desafiado os pais. É possível que a dificuldade de pais e educadores em tratar do tema sexualidade resida no fato de acreditarem que, uma vez mantidos diálogos acerca de tal temática, poderiam estar incentivando os adolescentes à prática sexual. Realmente o tema é complexo, tendo em vista que em gerações anteriores a sexualidade sempre foi assunto carregado de preconceito e tabu. E para nós pais tratarmos do tema com nossos filhos, é preciso que cuidemos da nossa própria sexualidade.

A família é chamada sim à responsabilidade de acompanhar o comportamento sexual de seus filhos. O grande vilão da liberdade amorosa dos jovens desta geração se chama sexo desprotegido e os perigos são reais. A televisão, o cinema, a imprensa, a propaganda inundam o dia a dia dos jovens com inúmeros apelos sexuais.

Portanto, educação sexual envolve muito mais que indicar o uso do preservativo, implica em orientar seu filho a respeitar seu corpo e a ter responsabilidade no ato sexual, tão banalizado nos dias de hoje.

Abordar a sexualidade de forma aberta e responsável é quesito básico para levar os filhos a entenderem as influências que levam ao início da vida sexual cada vez mais cedo e suas consequências, nem sempre tão prazerosas.

Outra alternativa é buscar ajuda profissional na hora de falar sobre sexualidade. Equipes de saúde estão preparadas para levar a informação de forma prática e responsável, inclusive tratando dos inúmeros riscos que acarretam uma relação sexual sem proteção.

Por Antonia Claudete Martins.

Editora Chefe do Jornal O Celeiro

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