A pecuária em seu melhor momento

32ª Feira do Terneiro e da Teneira acontece no dia 21 de maio em Campos Novos. Expectativa do Presidente do SPRCN é de um grande leilão.

Fernando Rosar
Fernando Rosar

“A pecuária vive um grande momento. Nós fechamos um ano de 2015 com preços satisfatórios para o vendedor e começamos o ano de 2016 com esse mercado aquecido. O grande diferencial da 32ª Feira do Terneiro e da Terneira deste ano é esse. Temos um mercado atraente e vamos fazer um grande evento para o pecuarista e para o comprador”.

Com esse entusiasmo, o pecuarista Fernando Rosar, Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Campos Novos – SPRCN define a situação da pecuária catarinense e porque não brasileira, e convida a todos os produtores rurais para a 32ª edição da Feira do Terneiro e da Terneira, que acontece no dia 21 de maio (sábado), às 13hs, no Parque de Exposições Leônidas Rupp, em Campos Novos.

No evento deste ano, as expectativas são de que aproximadamente 400 animais sejam expostos e comercializados. O Sindicato recebe inscrições de animais até o dia 13 de maio e você pecuarista, pode realizar o cadastro de lotes na sede do SPRCN, no centro de Campos Novos.

A média de preços praticada em outros leilões da região demonstra, segundo Fernando Rosar, que a demanda é menor que a oferta de animais na região. “A demanda de animais é menor que a oferta e isso é reflexo do abate de fêmeas que por muitos anos foi praticado na região e agora não há essa possibilidade, então o pecuarista tem que buscar esse terneiro e terneira para reposição, e com isso, há um plus no aquecimento do mercado”, afirmou.

O melhoramento genético dos últimos anos também movimentou o mercado e os frigoríficos estão pagando a mais para o produtor. “Os cruzamentos de animais como Angus, Charolês e Hereford, raças precoces, tem proporcionado ganhos ao produtor, porque tem um incentivo do estado de 3% por ser precoce e mais o plus das raças que são de 4 a 10%, e somando isso, há um ganho maior de até 13% e esses são alguns dos motivos deste momento vivido na pecuária”, lembrou Fernando.

A exportação de animais fez com que o mercado brasileiro buscasse a evolução e se não é possível aumentar o rebanho, a genética existente hoje possibilita ganhos diferenciados ao produtor. “Os Estados Unidos da América abriu as exportações, além de África do Sul e China e isso reflete no país como um todo. No Rio Grande do Sul, os preços dos animais era menor do que aqui, mas hoje eles estão exportando animais vivos e isso reflete pra nós também, porque eles podem vir buscar animais em Santa Catarina. Com isso tudo nós vemos um cenário muito bom para os próximos anos e os dados existentes reforçam essa estabilidade no mercado”, explicou.

O custo para produzir terneiros é alto e por isso, os preços dos animais estão superiores aos praticados em anos anteriores. “O pecuarista, e eu me incluo, tem um custo na melhoria da genética, nutrição e manejo dos animais, por exemplo, é alto. Para produzir silagem, hoje, há um custo elevado, então, são fatores que auxiliam nesse preço mais alto e que reforçam a manutenção de valorização dos animais”, avaliou Fernando.

A padronização de animais das feiras de gado foi comentada por Fernando Rosar e isso será visto também no evento de Campos Novos. “Nós vemos hoje nas feiras, um rebanho homogêneo, com padrão de pelagem, carcaça. Uma qualidade diferenciada e isso é possível graças à genética, manejo profissional e qualidade na alimentação dos animais. O produtor sabe disso e o bicho bom tem preço. Eu sempre falo que a feira é algo mais democrático que existe. Pois na feira, você pode levar animais bons e ruins, mas você deve estar ciente de que o bicho ruim, vai ter um preço inferior, porém, hoje, nós vemos um alto padrão racial do rebanho catarinense”, reforçou.

A profissionalização dos pecuaristas faz com que todo o setor se mantenha informado e busque a evolução e a realização de feiras, permitindo que o produtor tenha subsídios para comercializar seus animais, no preço do mercado. “Com as feiras, existe o nivelamento do mercado, e nós vemos que mais feiras são realizadas, até mesmo na região e com isso, quem tem a ganhar é o pecuarista, por ter um incentivo a mais e novas possibilidades de comercializar o rebanho”, afirmou.

A realização da 32ª Feira do Terneiro e da Terneira de Campos Novos, organizada pelo SPRCN, tem apoio da Cidasc, Senar e Faesc. A condução do Remate dos animais é de responsabilidade da Tarumã Remates e a Sicoob Credicampos e o Banco do Brasil contam com sistema de financiamento bancário disponível aos pecuaristas, com taxas de juros diferenciadas.

*Reportagem publicada no Jornal “O Celeiro”, Edição 1424 de 14 de Abril de 2016.

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