Sustentado pelo clima e valorização do dólar, mercado interno brasileiro vive ótimo momento. Venda futura é uma boa opção.
A oferta mundial de soja está ajustada e a demanda é intensa, assim, o mercado futuro da oleaginosa deve ser acima dos praticados na safra 2015/2016. Hoje os grandes mantenedores dos preços do saco de soja são o clima e a valorização do dólar frente ao real. Essa é a opinião do Gerente Comercial da Cooperativa Agropecuária Camponovense – Coocam, Luiz Ricardo Bresola.
Para Ricardo, o recorde no mercado brasileiro dos futuros deve ser batido na próxima safra, com um preço de R$ 80,00 o saco/60kg de soja nas vendas antecipadas. “Já temos indicativos de que este preço estará disponível para negócios futuros e aí, cabe ao produtor, fazer os cálculos e travar os custos. No mercado futuro esse preço é recorde e sustentado principalmente pela valorização do dólar e ações do clima”, afirmou.
Se o clima prejudicou a safra de grãos na América do Sul, com quedas de produtividade na Argentina e em regiões do Brasil, agora, são os produtores americanos que vivem a expectativa de uma boa safra.
“O mercado já assimilou a queda de produção da Argentina e agora vive a expectativa de plantio nos Estados Unidos da América. Recebemos o relatório de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que até o dia 29 de maio, a área plantada foi de 73% do total, ou seja, os produtores estão semeando bem. Por outro lado, o soja está sendo cotado a US$ 10,7850 por bushel no grão, mas já chegamos a ter até 15 bushel para soja e esse preço bom de soja no Brasil está muito associado a valorização do dólar”, lembrou Ricardo Bresola.
Com o clima atuante na valorização da oleaginosa e a continuidade da demanda no mundo, as boas oportunidades que podem vir à frente podem ser aproveitadas pelos produtores, ressalta Ricardo. “O mercado climático tem tido o maior peso na balança e os negócios para a próxima safra são atrativos, mas não temos como apontar o melhor caminho. Cada produtor deve fazer suas contas, rever seus gastos e identificar essas oportunidades. Hoje no mercado de soja globalizado são vários fatores que interferem como a demanda da China, o dólar, a produção de biodiesel e o clima, por exemplo, mas vemos que essa valorização para venda futura é bem positiva”, afirmou o gerente comercial da Coocam.
Ricardo reforça ainda que os insumos devem se manter no mesmo patamar de valorização da última safra e com o preço melhor da soja, houve uma inversão de valores neste sistema. “Nós sempre trabalhamos e o produtor faz essa conta da relação de troca entre soja e o fertilizante. Hoje isso se assemelha e até se inverteu um pouco essa valorização, tendo o grão um maior preço frente ao adubo”, finalizou.







